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	<title>Marlon Dutra</title>
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	<description>viagens, aviação, tecnologias e afins...</description>
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		<title>Porto Alegre, I&#8217;ll miss you</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2012 22:59:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Misc]]></category>
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		<description><![CDATA[No próximo dia 10, depois de 4.100 dias (11 anos, 2 meses e 20 dias), estarei deixando esta bonita capital, que foi extremamente importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional. Em julho de 2001, com apenas 20 anos, resolvi &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2012/10/06/porto-alegre-ill-miss-you/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Alegre" target="_blank"><img class="alignleft" title="Porto Alegre" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/86/Montagem_de_porto_alegre_2.jpg/280px-Montagem_de_porto_alegre_2.jpg" alt="" width="280" height="310" /></a>No próximo dia 10, depois de 4.100 dias (11 anos, 2 meses e 20 dias), estarei deixando esta bonita capital, que foi extremamente importante para o meu desenvolvimento pessoal e profissional.</p>
<p>Em julho de 2001, com apenas 20 anos, resolvi deixar o interior (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_Grande" target="_blank">Rio Grande</a>) pra trás e reiniciar minha vida na &#8220;cidade grande&#8221;. Naquela época, eu já tinha bastante ambição e muita vontade de trabalhar com algo especializado na área de computação. Já fazia alguns anos que eu estudava e me virava muito bem em Linux e infraestrutura de redes, mas no interior e naquela época, era muito utopia querer trabalhar com algo especializado. O único jeito que eu conseguia ganhar dinheiro era instalando Windows, Office, consertando impressora, computador, removendo vírus, etc. Muito deprimente.</p>
<p>Quando consegui uma oferta de emprego para trabalhar apenas com infraestrutura e um pouco de desenvolvimento, não recusei. Me mudar para um grande centro foi uma das melhores decisões que tomei na vida.</p>
<p>Depois de alguns meses morando em cidade grande que fui entender o tremendo abismo que existe no Brasil entre capital e interior. Isso se repete praticamente em todos os estados. Vários anos se passaram e esse abismo continua igual, se não maior. Isso é um pouco triste, porque empurra as pessoas para os grandes centros. 40% da população do Rio Grande do Sul está na Grande Porto Alegre, e naturalmente grande parte desse povo todo veio do interior, como eu fiz.</p>
<p>Quando mudei para Porto Alegre, o meu salário não era ruim, algo como uns 6-7 salários mínimos, mas a burocracia para alugar um apartamento era (e ainda é) algo surreal neste país. Por sugestão de um tio, procurei quartos em algumas pensões e acabei indo parar numa pensão de idosos na Cidade Baixa. Eu era o menos idoso de todos. <img src='http://mfdutra.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' />  Fiquei lá por 9 meses, até arrumar um amigo que tinha uma vaga para dividir apartamento. Meu amigo Emerson foi meu <em>roommate</em> pelos próximos 7 anos, em 3 apartamentos.</p>
<p>Morei um tempo na Assis Brasil, perto do Bourbon Shopping. Em 2004 mudei para a Rua Mariante (continuação sul da Goethe), no bairro Rio Branco. Em 2007, mudei para um belo apartamento no bairro Petrópolis, onde vivo até hoje. Adoro essa região, pois é bem residencial, calma, silenciosa e com fácil acesso para todo lado.</p>
<p>A maior preocupação da minha família quando mudei para a capital era com a violência. Eu tinha consciência disso, mas esse é o tipo de coisa que só cai a ficha quando a merda bate na sua porta. Em 2006, ao estacionar meu carro na garagem do apartamento da Mariante, sexta-feira, 21h, eu fui sequestrado. Foram as 3 mais longas horas da minha vida, negociando minha liberdade (e minha vida) com dois imbecis, tudo por causa de uns trocados e um carro velho (9 anos de uso e 100 mil km rodados). Mas o maior tapa na cara veio depois, vendo como o Estado lida com isso. Fiquei chocado com o descaso da Polícia Civil com esse tipo de crime. Eu estava tentando ajudar na investigação e ouvi de um delegado que eu devia ir pra casa e não encher o saco deles, pois tinham mais o que fazer. Disseram que só se preocupam com crimes que dão repercussão na imprensa e alguns assassinatos. O resto, salve-se quem puder.</p>
<p>Hoje, 6 anos mais tarde, a coisa está muito pior. Em uma cidade de 1,4 milhão de habitantes, a cada 45 minutos alguém está com uma arma na cabeça por causa um automóvel, como se fosse pecado possuir um. Como eu não percebo nenhum sinal de melhoria nessa barbaridade toda, isso foi um fator decisivo para eu decidir cair fora. Não quero viver a minha vida saindo de casa sem saber se eu vou voltar, porque tem um vagabundo na esquina me esperando. Obviamente, existem N outros tipos de crime, mas o roubo (mão armada) de automóveis chegou num nível inaceitável. O Estado sempre pouco se lixando, pra variar.</p>
<p>Fora o problema de violência, não tenho mais muito o que reclamar. Esta cidade me proporcionou muita coisa boa na vida. Fiz bons amigos, tive a grande oportunidade de conhecer e fazer amizades com gente do mundo inteiro, através do <a href="http://www.fisl.org.br" target="_blank">Fórum Internacional de Software Livre</a>, do qual participei da organização por alguns anos. Partindo daqui, viajei o Brasil inteiro, conheci as 3 Américas, África, Ásia e Europa. Aqui conheci minha <a href="http://themomofoz.com/" target="_blank">esposa Luana</a>, noivei, casei e tivemos um <a href="https://www.facebook.com/media/set/?set=a.369494849790614.86097.100001903059947&amp;type=1&amp;l=8664d70328" target="_blank">lindo filho</a>.</p>
<p>Em 2003, junto com alguns amigos da comunidade de software livre, fundamos a <a href="http://www.propus.com.br/" target="_blank">Propus</a>, que começou pequeninha e hoje tem clientes pelo país inteiro, alguns bem grandes, como Petrobrás, por exemplo. É triste se afastar de algo que você ajudou a criar, mas saio tranquilo, pois ao longo desses anos formamos uma equipe brilhante, da qual tenho muito orgulho. Tenho toda certeza que os que ficam vão continuar tocando o barco muito bem.</p>
<p>Assim como foi em 2001, vou recomeçar a minha vida em outro lugar, mas agora o passo é muito mais largo e muito mais sério. Em 2001 era só eu e uma pequena bolsa com roupas. Agora é eu, esposa, bebê e dois cachorros, indo para 10.500 km de distância (linha reta). Outro país, cultura, idioma, tudo diferente.</p>
<p>Para muita gente isso pode parecer assustador. Para nós está sendo uma transição feliz e bastante desejada, mesmo embora estou deixando uma cidade que me proporcionou tanto.</p>
<p>Porto Alegre, muito obrigado por tudo!</p>
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		<title>Até logo Brasil. Olá Silicon Valley!</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jul 2012 00:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[2012 está sendo um ano de grandes mudanças na nossa pequena família. Estamos com um novo membro a caminho, que deve desembarcar nas próximas semanas, e se chamará Daniel. Preparar a casa e a cabeça para a chegada de um &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2012/07/21/ate-logo-brasil-ola-silicon-valley/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-351" title="" src="http://mfdutra.com/blog/wp-content/uploads/2012/07/marlon-luana-daniel.jpg" alt="Familia" width="216" height="324" />2012 está sendo um ano de grandes mudanças na nossa pequena família. Estamos com um novo membro a caminho, que deve desembarcar nas próximas semanas, e se chamará Daniel. Preparar a casa e a cabeça para a chegada de um bebê é algo bastante complexo, mas já estamos com quase tudo pronto. Agora é só administrar a ansiedade até a sua tão esperada chegada.</p>
<p>Não bastasse o tamanho desse evento, poucas semanas depois da chegada do Daniel, partiremos de mudança para os Estados Unidos, mais precisamente para a região do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Sil%C3%ADcio" target="_blank">Vale do Silício</a>, uns 50 km ao sul de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/São_Francisco_(Califórnia)" target="_blank">San Francisco</a>, na Califórnia. Os cachorros vão junto, claro.</p>
<p>Há muitos anos eu venho adiando o desejo de ter a experiência de viver em outro país, trabalhar no meio de outras culturas, me envolver em grandes projetos, etc. As razões de eu sempre ter adiado isso são diversas, como falta de experiência técnica e pessoal, conhecimento insuficiente de inglês, carreira e negócios indo bem no Brasil, comodismo, entre outras. Mas eu nunca deixei isso de lado. Minha sede interminável por conhecimento nunca me deixou parar de estudar, e provavelmente nunca vai me fazer parar. Meu tremendo interesse por outros idiomas me fez estudar inglês e espanhol com força e vontade. Isso tudo, pouco a pouco, foi me qualificando.</p>
<p>Na verdade, eu nunca estudei para ter currículo, ou título, ou qualquer coisa documentada. Eu estudo porque eu gosto. Simples. E sinceramente, nunca imaginei que eu estaria no nível de poder trabalhar numa grande empresa do Vale do Silício. Até que uns amigos me convenceram que eu já tinha experiência mais do que suficiente para tentar vaga em grandes nomes. Movido pela curiosidade, fiz um currículo (sim, eu não tinha nenhum) declarando minhas principais experiências e mandei para algumas empresas que eu acho interessante. Dei na trave em algumas e fui bem em outras. Dois meses mais tarde, depois de passar por nove entrevistas de chorar, ter meu cérebro testado e revirado do avesso, eu estava aceito e com uma boa oferta nas mãos. Não tinha mais volta. Aceitei a oferta e comecei o imenso trâmite que é uma mudança desse porte.</p>
<p>As pessoas mais próximas sabem onde eu vou trabalhar. Mais adiante, eu vou postar sobre a empresa, como veio a oportunidade, como foi o processo de seleção, etc. Também vou postar, numa outra oportunidade, sobre o que é a logística e burocracia de se mudar para outro país.</p>
<p><strong>Por que sair do Brasil?</strong></p>
<p>Embora o Brasil tenha boas oportunidades (para os padrões locais), elas estão praticamente todas localizadas em regiões onde eu não gosto de viver. Cidades muito densas, crescendo verticalmente (muitos prédios) e com um problema crônico de violência urbana. As boas cidades de se viver têm economia tão pacata a ponto de você ser obrigado a ir para um grande centro urbano.</p>
<p>E o Brasil está se tornando um país caro de se viver, infelizmente. Tudo aqui custa o dobro, se não o triplo, do preço do resto do mundo. Moradia, que sempre foi algo razoável, está se tornando cada vez mais insanamente caro. Isso é reflexo de um país que está se desenvolvendo sem a devida infraestrutura por trás.</p>
<p>Por outro lado, tem muita coisa que eu gosto aqui e vai me deixar saudades, certamente. O povo amigável, hospitaleiro, boa comida, cultura, etc. Sem contar o óbvio, claro, como família, bons amigos, etc.</p>
<p><strong>Por que EUA e não outro país qualquer?</strong></p>
<p>Primeiro porque as melhores oportunidades estão lá. Bem ou mal, na área de computação e Internet, praticamente tudo nasceu e nasce na região do Vale do Silício. Se é lá que as coisas acontecem, é lá que eu quero estar. <img src='http://mfdutra.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Tem muita coisa (uma extensa lista, na verdade) que me incomoda nos EUA, e tem também muita coisa que eu gosto. Para trabalhar, é um país extremamente produtivo (bem diferente do Brasil), e isso é muito bacana, porque você vê as coisas acontecerem. Ninguém perde tempo reclamando dos outros e/ou culpando o governo por todos os males da vida.</p>
<p>Já estive umas 10 vezes nos EUA, conheço muito bem o país de costa a costa, tenho vários amigos em vários estados, conheço bem a cultura e os costumes, etc&#8230; Isso vai ajudar muito na nossa adaptação lá.</p>
<p>Eu não gosto de fazer comparações entre países, até porque não tenho experiência de ter vivido lá para fazer comparações justas. Talvez daqui a alguns anos eu possa falar melhor sobre isso.</p>
<p>Uma restrição que eu tinha quanto a outro país era o idioma. Meu nível de inglês é bastante profissional, modéstia à parte, e levei anos e mais anos para chegar onde eu cheguei, logo eu não quero ir para um lugar onde eu não consiga comprar um pão na padaria, ou conversar com um mecânico na oficina. É certo que com inglês você se vira bem no mundo inteiro, mas isso é como turista. No dia a dia, morando no local, a coisa é bem diferente. Eu já estive na China e não passei fome, pois o inglês resolveu tudo o que eu precisei, mas morar lá seria outra estória, totalmente.</p>
<p>Outro ponto que pesou muito na minha decisão é a educação dos meus filhos (queremos ter outro em breve). Luana e eu temos uma grande consciência sobre alta educação e queremos dar a melhor educação que tivermos condições de arcar. Infelizmente o Brasil não leva educação a sério, deixando a educação privada, que é extremamente cara, como a única alternativa para famílias que se importam o mínimo com isso. A educação pública nos EUA, principalmente na Califórnia, é muito boa (são poucas as escolas privadas, porque não precisa mesmo). Mas o que nos interessa mesmo é a educação superior. Morar perto das universidades mais renomadas do mundo, como <a href="http://www.stanford.edu/" target="_blank">Stanford</a>, <a href="http://berkeley.edu/" target="_blank">Berkeley</a>, <a href="http://www.universityofcalifornia.edu/" target="_blank">University of California</a>, não tem preço. Todas elas, mesmo algumas sendo públicas, são bastante caras, mas isso não será problema para nós, pois os filhos vão nascer com uma conta poupança dedicada a isso.</p>
<p>Um dos meus maiores sonhos, sendo pai, vai ser ver meus filhos atingirem níveis de educação e profissionalismo que eu não tive condições de atingir. Se eles chegarem lá, e vamos fazer o possível para que cheguem, vamos ter a sensação de missão cumprida.</p>
<p><strong>É sem volta?</strong></p>
<p>Nunca se diz nunca na vida. Tudo vai depender das circunstâncias, naturalmente. Não é simples imigrar permanentemente em outro país, pois a burocracia é muito grande. Além disso, como eu não sou milionário e preciso trabalhar para me sustentar, serão as oportunidades de trabalho que vão definir onde eu estarei vivendo. Tudo na vida é uma aposta. Hoje estamos apostando que teremos uma vida digna por lá, e se as circunstâncias não mudarem, pretendemos continuar vivendo lá indefinidamente.</p>
<p><strong>E por aqui?</strong></p>
<p>Continuo como acionista da <a href="http://www.propus.com.br/" target="_blank">Propus</a>, empresa que fui co-fundador em 2003. Estou apenas me afastando totalmente das operações pelos próximos anos.</p>
<p>Hoje tenho muita tranquilidade de sair das operações, pois conseguimos formar um time brilhante, que certamente vai dar continuidade no meu trabalho com maestria. Tenho muito orgulho de todos os meus colegas, e não saberia descrever o quanto foi bom trabalhar e crescer com eles ao longo desses anos.</p>
<p>Estamos agora aguardando a aprovação do visto de trabalho, que deve chegar nas próximas semanas. Como eu cumpri com folga todas as exigências mínimas do governo americano para esse tipo de visto, é muito improvável que eu seja rejeitado. Dedos cruzados por aqui. <img src='http://mfdutra.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Casa nova</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/11/27/casa-nova/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 02:23:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Misc]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora este blog tem casa própria. A nova URL é: http://mfdutra.com/blog/ O novo endereço do RSS é: http://mfdutra.com/blog/feed/ O servidor está na nuvem do Linode, no datacenter de Newark, New Jersey. Parece bem bom o serviço, e com um preço &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2011/11/27/casa-nova/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Agora este blog tem casa própria. A nova URL é:</p>
<p><a href="http://mfdutra.com/blog/">http://mfdutra.com/blog/</a></p>
<p>O novo endereço do RSS é:</p>
<p><a href="http://mfdutra.com/blog/feed/">http://mfdutra.com/blog/feed/</a></p>
<p>O servidor está na nuvem do <a href="http://www.linode.com/">Linode</a>, no datacenter de Newark, New Jersey. Parece bem bom o serviço, e com um preço razoável.</p>
<p>Todas as URLs antigas, incluindo todos os perma-links e o RSS feed, redirecionam normalmente para o novo endereço. O redirecionamento vai ser feito por tempo indeterminado.</p>
<p>Se notarem algo de errado, por favor me enviem um e-mail. Quem me conhece, sabe meu e-mail, então não vou divulgá-lo aqui pra evitar enxurradas de spam.</p>
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		<title>METARs no JFK durante o furacão Irene</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/08/28/metars-no-jfk-durante-o-furacao-irene/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 17:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aviação]]></category>
		<category><![CDATA[hurricane]]></category>
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		<description><![CDATA[Durante a passagem do furação Irene na costa leste dos Estados Unidos, os meteorologistas do aeroporto JFK em New York City tiveram que evacuar o aeroporto, assim como todo o resto do povo que trabalha aí. Desde a evacuação até &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2011/08/28/metars-no-jfk-durante-o-furacao-irene/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Durante a passagem do furação Irene na costa leste dos Estados Unidos, os meteorologistas do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/JFK_(airport)" target="_blank">aeroporto JFK</a> em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/New_York_City" target="_blank">New York City</a> tiveram que evacuar o aeroporto, assim como todo o resto do povo que trabalha aí. Desde a evacuação até o retorno deles, a estação ficou emitindo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Metar" target="_blank">METARs</a> automáticos a cada poucos minutos, tamanha era a variação das condições observadas pela estação.</p>
<p>Os picos dos ventos estão destacados em negrito. A unidade de velocidade na aviação é nós (kt), que é 1,852 km/h.</p>
<p>Na observação em vermelho, se a mesma estiver correta, provavelmente era o olho do furação sobre o aeroporto, com apenas 5kt de vento. Detalhe para o termo &#8220;SKC&#8221; (skies clear), que significa céu aberto. A observação pode estar errada também.</p>
<p>KJFK 281625Z 26024G<strong>33KT</strong> 10SM OVC023 24/19 A2892 RMK AO2 PK WND 25033/1618 <strong>NORMAL WEATHER OBSERVING OPERATIONS HAVE RESUMED</strong> $</p>
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<p>KJFK 281519Z AUTO 22025G<strong>35KT</strong> 10SM SCT008 OVC015 23/21 A2884 RMK AO2 PK WND 22035/1514 PRESRR TSNO $</p>
<p>KJFK 281451Z AUTO 22026G<strong>35KT</strong> 6SM BR OVC008 23/21 A2879 RMK AO2 PK WND 20039/1354 RAE1352B14E40 PRESRR SLP750 P0001 60007 T02280211 53070 TSNO</p>
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<p>KJFK 280351Z AUTO 08023G<strong>32KT</strong> 3SM +RA BR BKN012 OVC016 24/23 A2948 RMK AO2 PK WND 09036/0332 SLP982 P0022 T02440228 TSNO</p>
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<p>KJFK 280247Z AUTO 09020G<strong>31KT</strong> 6SM RA BR FEW007 BKN014 OVC032 24/23 A2956 RMK AO2 PK WND 08035/0229 P0033 TSNO $</p>
<p>KJFK 280231Z AUTO 08022G<strong>35KT</strong> 2 1/2SM R04R/6000VP6000FT +RA BR FEW006 BKN013 OVC024 24/23 A2956 RMK AO2 PK WND 08035/0229 P0022 TSNO $</p>
<p>KJFK 280151Z 08017G<strong>23KT</strong> 6SM RA BR FEW007 BKN011 OVC017 25/23 A2960 RMK AO2 PK WND 08026/0140 PRESFR SLP023 <strong>EVACUATING DUE TO HURRICANE IRENE LAST AUGMENTED OB UNTIL FURTHER NOTICE</strong> P0009 T02500228</p>
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		<title>Palestra no Fisl 12</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/06/30/palestra-no-fisl-12/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 19:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[fisl]]></category>
		<category><![CDATA[fisl12]]></category>
		<category><![CDATA[propus]]></category>
		<category><![CDATA[qos]]></category>
		<category><![CDATA[voip]]></category>

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		<description><![CDATA[A palestra que eu ministrei no Fisl 12, sobre QoS e VoIP, já está disponível para download: Baixe o arquivo em formato PDF.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A palestra que eu ministrei no Fisl 12, sobre QoS e VoIP, já está disponível para download:</p>
<p>Baixe o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/files/palestras/fisl12/qos-fisl12.pdf">arquivo em formato PDF</a>.</p>
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		<title>Hong Kong, a New York do oriente</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/06/06/hong-kong-a-new-york-do-oriente/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jun 2011 00:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando pousamos em Hong Kong no primeiro dia da viagem já deu para perceber rapidamente o que é essa magnífica cidade. Não é por acaso que ela é considerada a Nova Iorque do oriente. É uma das principais cidades da &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2011/06/06/hong-kong-a-new-york-do-oriente/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/victoria/IMG_2606.jpg.html"><img class="alignleft" title="Hong Kong" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52564-2/IMG_2606.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Quando pousamos em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hong_Kong" target="_blank">Hong Kong</a> no primeiro dia da viagem já deu para perceber rapidamente o que é essa magnífica cidade. Não é por acaso que ela é considerada a Nova Iorque do oriente. É uma das principais cidades da Ásia, grande centro financeiro, um dos mais movimentados portos do mundo, com uma infraestrutura portuária invejável, e um grande destino turístico, principalmente para turistas atrás de boas compras.</p>
<p>O aeroporto é algo sem palavras. Hong Kong fica espremida em algumas ilhas e um pedaço de continente. Grande parte do território é montanhoso e é área de proteção ambiental. O antigo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kai_Tak_Airport" target="_blank">aeroporto Kai Tak</a>, construído de 1925, estava entre os 10 aeroportos mais perigosos do mundo, com sua famosíssima aproximação visual em curva sobre centenas de edifícios. Simplesmente não havia terra para construir um aeroporto decente. Se não há terra, se faz terra. Uma ilha artificial foi construída e sobre ela um magnífico aeroporto, com mais de 12 km<sup>2</sup> de área, duas excelentes pistas e dois terminais maravilhosos. O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hong_Kong_International_Airport" target="_blank">novo aeroporto</a> abriu suas portas em 1998 e hoje transporta mais de 50 milhões de passageiros por ano com bastante tranquilidade.</p>
<p>Como não podia faltar, claro, o aeroporto é muito bem servido por uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Airport_Express_(MTR)" target="_blank">linha exclusiva de trem expressa</a>, que deixa você no coração da cidade em 24 minutos. Não bastando isso, na estação do centro da cidade (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hong_Kong_Station" target="_blank">Hong Kong station</a>) você pode despachar suas malas e fazer check-in com antecedência, caso queira ficar mais algumas horas pelo centro (fazendo compras, por exemplo). Pouco antes do voo, você toma o trem e pode ir direto para a sala de embarque. Genial!</p>
<p>Outra coisa que eu achei muito interessante é que se você pousa em Hong Kong apenas de trânsito para outro lugar próximo, não é necessário fazer imigração. É possível tomar um ferry boat antes do setor de imigração e ir para algumas cidades na China ou para Macau. Como nós fomos para Shenzhen de carro, tivemos que fazer imigração.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/buddha/" target="_blank"><img class=" alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52150-2/IMG_2400.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52189-2/IMG_2415.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52195-2/IMG_2420.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52192-2/IMG_2419.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>Não tínhamos nenhuma agenda oficial em Hong Kong, então era só turismo. Tínhamos até uma guia local, muito gente fina. Nosso primeiro passeio foi visitar o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tian_Tan_Buddha" target="_blank">Buda Gigante</a>, que fica na ilha Lantau, à oeste. Para chegar lá, se toma o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ngong_Ping_360" target="_blank">Ngong Ping Cable Car</a>, o bondinho mais genial que eu já vi, com 5,7 km de extensão. O caminho tem vistas deslumbrantes, incluindo uma bela vista do aeroporto. Dá para ter uma bela ideia no vídeo abaixo:</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/vfL198E4FH8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O passeio é muito bonito. Na verdade, o passeio é mais bonito que o Buda em si, que é legal e tal, mas em nada se compara com o Cristo Redentor no Rio de Janeiro. Clique nas imagens acima para ver o álbum completo.</p>
<p>O que todo mundo queria mais fazer em Hong Kong era compras, claro. Hong Kong é o paraíso mundial dos consumistas, pois você encontra qualquer coisa a preços americanos, porém com um detalhe crucial: Hong Kong não recolhe impostos sobre o comércio. Em New York City, qualquer coisa que você compra é acrescida é 9,25% de impostos. Diferentemente da China, onde é difícil comprar coisas, pois a falsificação é muito agressiva em tudo, em Hong Kong a coisa é muito mais séria. Para quem gosta de grifes, que não é o meu caso, encontra todas as lojas mais chiques do mundo.</p>
<p>Fomos no centrão de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Kowloon" target="_blank">Kowloon</a>, o distrito continental de Hong Kong, onde uma quantidade incrível de comércios se estendia por algumas quadras. A imagem inicial é exatamente o da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rua_25_de_Março" target="_blank">rua 25 de março em São Paulo</a>: muita gente, muito tudo. A &#8220;única&#8221; diferença era o padrão das lojas. Fui com a minha lista de compras pronta, então não perdi tempo com vitrines. Comprei um MacBook Pro 13&#8243; Core i7 para mim, um iPhone 4 e um tablet Bamboo para a Luana e mais algumas coisas pequenas. O pessoal mais consumista (e brasileiro adora fazer compras no exterior) comprou MUITA coisa. Teve gente pedindo mãos emprestadas para carregar as sacolas.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/thepeak/" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52377-2/IMG_2510_2.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52380-2/IMG_2513.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52422-2/IMG_2533.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52404-2/IMG_2525.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a><br />
À noite fomos num dos locais mais bonitos da cidade, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Victoria_Peak" target="_blank">Victoria Peak</a>, de onde se tem uma incrível vista da cidade abaixo. Jantamos num restaurante aí em cima. A comida estava boa, mas a vista estava tão melhor que se tivessem servido pipoca, ninguém se importaria muito. Clique nas imagens acima para ver o álbum completo.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/stanley/" target="_blank"><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52442-2/IMG_2541.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52445-2/IMG_2542.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52436-2/IMG_2538.jpg" alt="" width="150" height="100" /><img class="alignnone" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52448-2/IMG_2543.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a><br />
Domingo foi nosso último dia nessa viagem. Acordei cedo para fazer o grande esforço de arrumar (e fechar) a mala (nunca grande o suficiente). O pessoal que estava pronto cedo foi com a van para o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Stanley,_Hong_Kong" target="_blank">distrito de Stanley</a>, um lugar muito despojado, ao sul da ilha principal. É uma espécie de balneário, com um ar muito diferente da metrópole vibrante que se encontra do outro lado da ilha. Eu fui sozinho de táxi e encontrei o pessoal lá para almoçar. Como todo mundo já estava meio de saco cheio do &#8220;traditional chinese food&#8221;, almoçamos em um restaurante alemão.</p>
<p>O mais interessante de Hong Kong é a sua cultura, pois não se pode dizer que é britânica nem tão pouco chinesa. O país nasceu na mão dos ingleses, mas 97% da população é de origem chinesa, então se formou uma mistura, uma terceira cultura na verdade, bem diferente. Faz muito pouco tempo que a China retomou o controle do território, e o processo de reintegração total deve durar pelo menos 50 anos.</p>
<p>À tardinha, fomos levados num shopping center chique, o Victoria Mall, bem diferente da loucura que era o centro de Kowloon. Como tinha ainda gente disposta a fazer mais compras, essa era a última oportunidade.</p>
<p>Saindo do shopping, do outro lado da rua tomamos um barco para ver o espetáculo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/A_Symphony_of_Lights" target="_blank">A Symphony of Lights</a>, que envolve 44 edifícios precisamente sincronizados variando sua iluminação, misturando laser, neon, LED, canhões, etc. Além disso, há uma transmissão via rádio de uma música sincronizada com as luzes. O espetáculo acontece diariamente às 20h00, com exceção aos dias de mau tempo, e dura 14 minutos. É muito bonito de ver, especialmente de um barco. Abaixo o vídeo que tomei:</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/H3642UFuSZg" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Veja também o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/victoria/" target="_blank">álbum de fotos</a>.</p>
<p>Jantamos num restaurante italiano e daí fomos direto para o aeroporto. Rapidamente fizemos o check in na South African Airways e por muita sorte, conseguimos assentos nas saídas de emergência. Para um voo de 13 horas, isso foi uma maravilha. Decolamos as 0h15 para um looongo voo de 12h49min até Johannesburg, na África do Sul. Graças aos assentos de emergência, milagrosamente eu dormi as primeiras 9 horas direto. Nem vi a janta sendo servida.</p>
<p>No próximo post, um pouco de Johannesburg.</p>
<p>Esta viagem à Ásia foi uma experiência sem palavras. Foi muito interessante conviver um pouco com gente tão diferente. Não só uma questão de idioma, mas principalmente de cultura, valores, etc. Ver a China, que até pouco tempo atrás era um país tão fechado, hoje num progresso furioso, se inserindo como um grande player num mundo globalizado, foi bem bacana. Nota-se claramente que há muitos problemas por resolver, como em qualquer outro país no mundo, mas a China está apontando para um rumo que dificilmente vai dar errado: economia, educação e infraestrutura.</p>
<p>Foi muito pouco tempo lá para formar qualquer opinião. Mas uma coisa é certa: o ditado &#8220;a China vai dominar o mundo&#8221; faz bastante sentido. Eles não estão aí para brincadeira.</p>
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		<title>Chengdu, a cidade do Panda</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/05/29/chengdu-a-cidade-do-panda/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 May 2011 21:09:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Cobrimos os 1560 km de distância em 2h34min de voo, pousando em Chengdu pouco antes das 20h. Uma coisa curiosa na China é que todo o país tem o mesmo fuso horário UTC+8. Geograficamente é um absurdo, mas politicamente facilita &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2011/05/29/chengdu-a-cidade-do-panda/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Cobrimos os 1560 km de distância em 2h34min de voo, pousando em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chengdu" target="_blank">Chengdu</a> pouco antes das 20h. Uma coisa curiosa na China é que todo o país tem o mesmo fuso horário UTC+8. Geograficamente é um absurdo, mas politicamente facilita a vida. Chengdu está numa longitude 104 graus leste, logo deveria ter um fuso horário UTC+7. No extremo oeste do país o fuso deveria ser UTC+5. Logo, o pôr do sol nessas regiões pode passar das 22h no verão.</p>
<p>Chengdu fica bem no meio do país, embora eles considerem uma cidade do oeste. É uma das cidades mais prósperas do oeste, pois da mesma forma que Shenzhen, Chengdu está se tornando um grande polo industrial através de fortes incentivos do governo. Uma ótima estratégia para desenvolver o oeste pobre do país. A cidade está hoje com 11 milhões de habitantes, pelos números oficiais.</p>
<p>Imaginávamos não ver muito progresso em Chengdu como vimos em Shenzhen e Beijing, mas mais uma vez nos surpreendemos. Dos locais onde estivemos, Chengdu é de longe o local que está mais construindo. É assustador a quantidade de construções. Acho que em nenhum momento não se encontrava uma grua por perto. Bastava olhar para um lado ou outro, que rapidamente se via um prédio subindo. E muitos, muitos prédios em todo lado.</p>
<p>Isso é algo interessante na China. O país se esforça demais para otimizar a ocupação de espaço, pois está havendo um gigante êxodo rural nos últimos anos. Otimizar espaço em áreas urbanas significa construir para cima. Não tem mágica. E é o que se vê por todo lado. Condomínios com várias dezenas de torres iguais e cada torre com muitos apartamentos pequenos. Acho que eu não vi nenhum condomínio com menos de 10 torres iguais. Cada torre sempre maior que 20-30 andares. Certamente não é o melhor modelo de cidade para o conforto de seus habitantes, mas em um país com 1,4 bilhão deles, as regras são bem diferentes.</p>
<p>Ficamos apenas um dia em Chengdu, pois tínhamos apenas um compromisso na agenda, de visitar a sede mundial da <a href="http://www.huaweisymantec.com/en/" target="_blank">Huawei Symantec</a>, que fica numa zona industrial com uma série de outras mega empresas, muitas delas americanas, como IBM, Microsoft, Cisco, etc. A Dell deve abrir uma operação grande em Chengdu em breve.</p>
<p><center><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/panda/IMG_2365.jpg.html"><img class="alignleft" title="Panda Park" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/52005-2/IMG_2365.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></center></p>
<p>A maior atração turística de Chengdu é o Panda Park, que reúne cerca de uma centena de ursos pandas. O panda é nativo dessa região, e é uma espécie ameaçada hoje em dia. Acredita-se que não existe mais de 3000 deles no mundo. O parque é muito interessante, sendo praticamente um zoológico de uma só espécie. Embora ele seja manso, não é permitido se aproximar muito, pois em algumas circunstâncias, eles podem se sentir ameaçados e atacar as pessoas. O bicho é tão preguiçoso que o parque se esforça ao máximo para procriá-los, mas é difícil, pois eles só querem saber de comer bambu e dormir. No vídeo a seguir dá para ter uma boa ideia disso:</p>
<p><iframe width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/ZogSOKUNmvI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Veja também o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/panda/" target="_blank">álbum de fotos do parque</a>.</p>
<p>Do parque, fomos direto para o aeroporto, que fica do outro lado da cidade, ao sul. Como toda boa cidade, Chengdu possui uma estrutura muito boa de anéis rodoviários. Circulando um desses anéis, tudo o que se vê são construções, não somente prédios, mas também de infra-estrutura da cidade.</p>
<p>Decolamos de Chengdu às 20h24 direto para Shenzhen. Embora nosso destino essa noite era Hong Kong, voar para Shenzhen é muito mais barato, pois é um voo doméstico. Pousamos em Shenzhen, 1315 km a sudeste, exatamente 2 horas mais tarde.</p>
<p style="text-align: center"><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/cidadeproibida/IMG_2031.jpg.html"><img alt="" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51445-2/IMG_2031.jpg" title="Bill" class="alignnone" width="150" height="100" /></a><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/cidadeproibida/IMG_2067.jpg.html"><img alt="" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51529-2/IMG_2067.jpg" title="Cherry" class="alignnone" width="150" height="100" /></a><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/shenzhen/img_1751.jpg.html"><img alt="" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51076-2/img_1751.jpg" title="Ruby" class="alignnone" width="150" height="100" /></a></p>
<p>No aeroporto, nos despedimos de nossos colegas chineses, Ruby, Bill e Cherry. Por mais estranho que possa parecer, os chineses precisam de visto para entrar em Hong Kong, e nossos amigos estavam com os seus visto expirados. Fica aqui meu imenso agradecimento aos três, que fizeram a nossa viagem ser uma experiência muito mais formidável do que seria se fôssemos apenas turistas passeando, sem compartilhar nada da cultura deles.</p>
<p>Haviam algumas vans nos esperando no aeroporto, que nos levaram até Hong Kong. Chegando na fronteira, a fila de carros para emigrar da China e imigrar em Hong Kong estava imensa. Os motoristas nos sugeriram fazer o processo a pé, que é mais rápido, e assim o fizemos. Como os motoristas são cidadãos de Hong Kong, eles passam rápido. Quando terminamos o processo todo, eles já estavam nos esperando do lado de Hong Kong.</p>
<p>Mais uma meia hora dirigindo e chegamos no nosso hotel, o Regal Kowloon Hotel, no distrito de Tsimshatsui, Kowloon.</p>
<p>Hong Kong merece seu próprio post, nos próximos dias&#8230;</p>
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		<title>Beijing &#8211; Cidade Proibida e mais</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/05/09/beijing-cidade-proibida-e-mais/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 May 2011 02:58:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Na quinta-feira, dia 7, nossa primeira atividade foi visitar a Cidade Proibida, que fica encravada no centrão de Beijing, muito perto de nosso hotel. A Cidade Proibida é um complexo imenso, ocupando uma área de 72 hectares. O complexo possui &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2011/05/09/beijing-cidade-proibida-e-mais/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/cidadeproibida/IMG_2027.jpg.html"><img class="alignleft" title="Cidade Proibida" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51436-2/IMG_2027.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a>Na quinta-feira, dia 7, nossa primeira atividade foi visitar a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Forbidden_city" target="_blank">Cidade Proibida</a>, que fica encravada no centrão de Beijing, muito perto de nosso hotel.</p>
<p>A Cidade Proibida é um complexo imenso, ocupando uma área de 72 hectares. O complexo possui 980 prédios e começou a ser construído em 1406, para servir aos imperadores e seus achegados. Hoje em dia é usado como atração turística. Tudo é muito bem conservado. O local assusta pela sua imponência, riqueza de detalhes e beleza. É da Cidade Proibida que vem essa clássica arquitetura chinesa, facilmente reconhecida pelo modelo do telhado das construções.</p>
<p>O lugar é tão grande que é fácil perder horas aí dentro. Chega um momento que tudo parece igual, pois as construções são de certa forma semelhantes. Ficamos um pouco mais de duas horas aí e ainda faltou bastante coisa para ver.</p>
<p>Não vou falar sobre a história do local pois existe muita literatura sobre isso na Internet.</p>
<p>Veja o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/cidadeproibida/" target="_blank">álbum de fotos da Cidade Proibida</a>. Várias fotos interessantes.</p>
<p>Uma das coisas mais notáveis na China são os vendedores de rua. Eles atacam querendo vender de tudo, especialmente falsificações de tudo, e não sossegam enquanto não há negócio. A ordem geral no país é barganhar, e barganhar muito. Um diálogo comum seria:</p>
<ul>
<li>Ambulante: Ei ei, olha isto, baratinho, 500, 500&#8230;</li>
<li>Você: não, não, obrigado&#8230;</li>
<li>A: compra, compra, quanto você quer pagar?</li>
<li>V: ok, pago 20&#8230;</li>
<li>A: 100, 100&#8230;</li>
<li>V: não, 25&#8230;</li>
<li>A: ok, 50, negócio fechado&#8230;</li>
<li>V: ok, 50&#8230;</li>
</ul>
<p>Na cultura brasileira a gente até barganha, mas qualquer 10-15% já é visto como um bom desconto. Lá o desconto normal nesse tipo de situação pode chegar a 80-90%, o que é um absurdo. No início você se sente um explorador sem escrúpulos, mas depois, pensando bem, você vê que eles são tão exploradores quanto. Se eles te oferecem algo por 500 e fecham por 50, certamente o custo foi 10. Tirando a tirania da situação, você se diverte muito comprando, porque toda a negociação é levada com uma boa dose de humor.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/cidadeproibida/IMG_2097.jpg.html"><img class="alignleft" title="Vendedores ambulantes" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51604-2/IMG_2097.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>Na foto ao lado dá para se ter uma ideia das abordagens. A senhora queria me vender uma bolsa por RMB 120. Comprei 5 bolsas por RMB 50. Depois ouvi o pessoal comentando que tinha comprado 5 por RMB 35. Jogo duro. O mais engraçado foi quando ela descobriu que o grupo era brasileiro, começou a falar italiano enlouquecida, &#8220;cinque per cinquanta, cinque per cinquanta, cinque per cinquanta&#8221;. Maluca. <img src='http://mfdutra.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/duckrestaurant/IMG_2117.jpg.html"><img class="alignleft" title="Roast Duck Restaurant" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51749-2/IMG_2117.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>Nesse dia, fomos almoçar no <a href="http://www.quanjude.com.cn/e_about.html" target="_blank">Quanjude Roast Duck Restaurant</a>, um dos restaurantes mais famosos e tradicionais da capital. Fomos comer o prato mais tradicional de Beijing, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peking_Duck" target="_blank">pato laqueado</a> (roast duck), que consiste em se comer apenas a pele do pato, que é extremamente nutritiva. O resto do pato não é aproveitado, pois são patos muito gordos.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/duckrestaurant/IMG_2146.jpg.html"><img class="alignleft" title="Roast Duck Restaurant" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51821-2/IMG_2146.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>O restaurante é deslumbrante! Você entra e fica abobado olhando para todos os lados. São vários andares, várias salas reservadas, salões enormes. A vestimenta dos atendentes é muito bonita. O negócio é tão imponente que cada pato criado por eles é catalogado. Eles cortam o pato na sua frente e lhe dão o certificado com o número de série do pato que você está comendo. O restaurante está aí desde 1864, servindo em torno de 2 milhões de patos por ano. É destino certo de vários chefes de estado em visitas oficiais.</p>
<p>Veja as <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/duckrestaurant/" target="_blank">fotos que tomei no restaurante</a>. Sim, a comida estava maravilhosa, para variar.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/shenzhen/img_1753.jpg.html"><img class="alignleft" title="Mahjong" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51082-2/img_1753.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>Falando em salas reservadas, isso é algo que muito me chamou a atenção na China. Praticamente todos os restaurantes bons que fomos tinham salas reservadas para grupos. Geralmente a sala consiste em uma ou duas mesas redondas tradicionais, alguns sofás e TV com karaokê (claro). Em uma delas tinha até um tabuleiro de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mahjong" target="_blank">mahjong</a>, jogo tradicionalíssimo na China (foto ao lado). Os atendentes servem a sala normalmente como se o grupo estivesse no salão principal. Muito interessante para grupos ou reuniões comerciais onde se precisa de alguma privacidade.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/praca/IMG_2174.jpg.html"><img class="alignleft" title="Tiananmen Square" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51672-2/IMG_2174.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>Depois do almoço de pato, fomos visitar outro lugar muito famoso mundialmente, a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tiananmen_Square" target="_blank">Praça da Paz Celestial</a> (Tiananmen Square). É a maior praça do mundo, com incríveis 44 hectares. Na foto ao lado, atrás de mim está a foto de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mao_Zedong" target="_blank">Mao Tsé-Tung</a>, na parede que é a face sul da Cidade Proibida. A praça foi palco no passado de várias manifestações, a mais notável sendo os <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tiananmen_Square_protests_of_1989" target="_blank">protestos de 1989</a>, onde o exército abriu fogo contra os manifestantes, matando milhares deles. Hoje a praça é totalmente cercada e incrivelmente vigiada por várias câmeras de alta definição. O acesso é controlado através de detectores de metais.</p>
<p>Ficamos poucos tempo, o suficiente para tomar <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/praca/" target="_blank">algumas fotos da praça</a>.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/olympicgreen/IMG_2210.jpg.html"><img class="alignleft" title="Parque Olimpico" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51859-2/IMG_2210.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a></p>
<p>No caminho para o aeroporto, paramos rapidamente para conhecer o magnífico <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Olympic_Green" target="_blank">Parque Olímpico de Beijing</a>, onde foi sediado os jogos olímpicos de 2008. O lugar é muito legal e muito grande. O parque inteiro tem 8 km de extensão, tudo muito bem feito. A infra-estrutura do local foi tão bem feita que o parque é atendido por duas linhas de metrô.</p>
<p>Vimos pouco do local, mas já deu para ver claramente que os chineses receberam as olimpíadas em grande estilo. Veja o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/olympicgreen/" target="_blank">álbum de fotos do parque olímpico</a>.</p>
<p>No caminho para o aeroporto, que fica a 20 km a nordeste do parque olímpico, vimos outra coisa muito importante para uma cidade desenvolvida: 20 km de linha expressa do aeroporto (Airport Expressway), toda elevada, 3 pistas para cada lado, ligando o terceiro anel rodoviário ao aeroporto diretamente, sem influência do tráfego da cidade. Não levamos nem meia hora para percorrer o caminho, isso tudo às 15h30 de uma quinta-feira normal.</p>
<p><em>E lá vamos nós receber uma copa do mundo com o super Aeroporto Internacional André Franco Montoro (ou Cumbica, ou Guarulhos) e uma excelente via expressa, também conhecida como a Marginal do Tietê. Em 8 horas, você voa de Miami até o aeroporto. Mais umas 3-4 horas, você chega no centro da cidade. Razoável&#8230; Para que metrô no aeroporto? O bonito é apreciar a paisagem.</em></p>
<p>Voamos de Hainan Airlines para Chengdu, na província de Sichuan. Na saída, fomos presenteados com uma belíssima vista da Grande Muralha se perdendo no horizonte. Uma pena que eu estava com a câmera guardada. De qualquer forma, a poluição de Beijing não permitiria uma foto bonita.</p>
<p>Falando em poluição, fomos muito alertados que a poluição em Beijing era insuportável e tal. Se nota muita poluição de fato, e é facilmente perceptível também nas fotos externas, mas em nenhum momento me atacou a garganta ou olhos, como eu poderia esperar. Voando se vê bem a grossa camada cinza que paira sobre a cidade. Dizem que melhorou muito depois das olimpíadas.</p>
<p>No próximo post, Chengdu.</p>
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		<title>Beijing &#8211; A Grande Muralha</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/04/25/beijing-a-grande-muralha/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Apr 2011 00:10:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[A visita a Beijing foi muito mais por motivos turísticos do que de trabalho, embora tínhamos uma atividade profissional programada para a cidade. Como nosso roteiro na China foi elaborado por uma empresa chinesa, eles fizeram questão que o grupo &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2011/04/25/beijing-a-grande-muralha/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A visita a Beijing foi muito mais por motivos turísticos do que de trabalho, embora tínhamos uma atividade profissional programada para a cidade. Como nosso roteiro na China foi elaborado por uma empresa chinesa, eles fizeram questão que o grupo conhecesse a capital. Fizeram certo, pois todos gostaram muito.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/mfdutra/5595560564"><img class="alignleft" title="Muralha" src="http://farm6.static.flickr.com/5303/5595560564_609ee47e22_m.jpg" alt="" width="160" height="240" /></a></p>
<p>No dia 6 de abril, nossa primeira atividade pela manhã foi visitar a Grande Muralha. Seguramente esse era o momento turístico mais esperado da viagem, pois a muralha é o principal cartão postal do país. O trecho da muralha mais próximo de Beijing fica a uns 60 km à noroeste do centro da cidade. Naturalmente, o que podemos ver da muralha é completamente insignificante comparado ao tamanho que de fato ela é. Mais de 6000 km foram construídos e boa parte ainda está preservada ao longo do país.</p>
<p>Como a muralha era um sistema de defesa, ela foi construída sempre buscando o topo das montanhas, ao invés de circundando elas, como se faria em uma construção de estradas, por exemplo. O trecho que visitamos em Beijing é uma dessas subidas. A muralha na verdade é composta por dois muros com 7-9 metros de altura e uma escadaria no meio com uns 5 metros de largura. A cada pouco há guaritas, que eram usadas como postos de controle.</p>
<p><a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/muralha/IMG_1959.jpg.html"><img class="alignleft" title="Muralha" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/d/51281-2/IMG_1959.jpg" alt="" width="150" height="100" /></a></p>
<p>Eu não sei exatamente quantos metros andamos nem quantos degraus subimos, mas foi muito! O que eu sei é que o ponto mais baixo, onde começamos a subida, estava a uns 100 metros de altitude. A última guarita que eu cheguei estava a 510 metros. Ainda dava para subir e ver mais duas guaritas, mas meus joelhos não aguentavam mais. Na verdade, a coisa nunca termina, pois você atravessaria o país buscando a próxima guarita. <img src='http://mfdutra.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Independente do esforço físico, vale muito a pena visitar. Não só por se tratar de um dos maiores cartões postais do mundo, mas principalmente para estar diante da grandiosidade que foi construir mais de 6000 km de uma linha de defesa, e tudo isso há mais de 2500 anos. É impressionante!</p>
<p>E para compensar o esforço, você leva (por apenas RMB 40,00) um certificado de que chegou lá:</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/mfdutra/5595020509"><img class="aligncenter" title="Muralha" src="http://farm6.static.flickr.com/5266/5595020509_961619d0cc_m.jpg" alt="" width="240" height="160" /></a></p>
<p>Outra coisa que eu acho muito interessante de visitar esse lugares muito famosos é que você encontra gente de tudo que é canto do mundo. Outros lugares onde observei muito isso foi em Machu Picchu no Peru, Times Square em New York, Cristo Redentor e Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. A diferença na muralha é que está todo mundo tão acabado e parando para descansar, que dá para conversar com muita gente. Uma senhora de 65 anos, muito saudável e simpática, nos ouviu falando português e nos abordou maravilhada. Ela era de Portugal e estava viajando sozinha pela Ásia havia mais de 2 meses. Ainda ia para as Filipinas e Indonésia, para depois voltar para casa. Achei muito genial. Quero chegar aos 65 com essa disposição. :-)</p>
<p>Veja o <a href="http://hackers.propus.com.br/~marlon/gallery2/v/china2011/muralha/" target="_blank">álbum de fotos que tomei na muralha</a>.</p>
<p>No próximo post, Cidade Proibida, Praça da Paz Celestial e Parque Olímpico.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Beijing 1</title>
		<link>http://mfdutra.com/blog/2011/04/19/beijing-1/</link>
		<comments>http://mfdutra.com/blog/2011/04/19/beijing-1/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 00:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marlon Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/?p=298</guid>
		<description><![CDATA[Beijing, ou Pequim como se diz normalmente pelo Brasil, nos surpreendeu. Vimos todo aquele progresso em Shenzhen e imaginávamos que aquilo era apenas devido a ser uma cidade nova. Comentávamos entre nós que chegando em Beijing que iríamos de fato &#8230; <a href="http://mfdutra.com/blog/2011/04/19/beijing-1/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Beijing, ou Pequim como se diz normalmente pelo Brasil, nos surpreendeu. Vimos todo aquele progresso em Shenzhen e imaginávamos que aquilo era apenas devido a ser uma cidade nova. Comentávamos entre nós que chegando em Beijing que iríamos de fato conhecer a China comunista / socialista, através de uma típica cidade de terceiro mundo, com sérias deficiências de infra-estrutura, muita pobreza aparente, desorganização, congestionamentos imensos, etc. Estávamos <strong>absolutamente</strong> enganados. Como comentei no post anterior, o aeroporto é colossal, e isso já nos dava uma ideia que não estávamos em qualquer cidade.</p>
<p>Chegamos em Beijing no início da noite e já estava bem frio, pois mesmo na primavera, qualquer cidade 40 graus longe do equador normalmente é fria, mesmo estando Beijing ao nível do mar. Hong Kong e Shenzhen ficam próximas ao trópico de câncer, então é outro clima, muito mais agradável. Pela primeira vez na viagem, fui obrigado a recorrer a um agasalho.</p>
<p>Logo no desembarque, nossa guia, que se chamava Meg, nos esperava. De primeira já deu para notar que ela era bem hiperativa, falante e muito boa gente. Não demorou para os brasileiros a apelidarem de iPod. Ela nos organizou em duas vans e nos dirigimos ao hotel, no centrão de Beijing, 32 km à sudoeste do aeroporto. Eu fui na van onde estava a guia, e ela já nos deu uma aula de Beijing, onde fica o que na cidade, falou sobre alguns bairros, origens, etc. A cidade é tão antiga que ninguém sabe ao certo a sua idade. De acordo com a guia, a cidade tem 3000 anos e é a capital do país há mais de 600 anos continuamente, pois já tinha sido capital antes, deixou de ser, voltou a ser e assim por diante.</p>
<p>A guia comentou que iríamos pegar um congestionamento no caminho para o centro, pois era a hora do rush. Beijing tem 22 milhões de habitantes (oficialmente), ligeiramente maior que São Paulo, com 19 milhões (toda a metrópole). Logo fizemos a comparação e já vimos que iríamos ficar horas parados no congestionamento para percorrer 32 km. Resultou que nossa velocidade nunca baixava de 40 km/h nos piores trechos, e eles lá estavam achando horrível. Eu imaginei que o congestionamento do qual ela falava tinha se dissipado milagrosamente, mas não, ela confirmou que aquela &#8220;lentidão&#8221; era devido à hora do rush mesmo, que todos os dias era assim, muito complicado&#8230;</p>
<p>Aí que começamos a perceber como as coisas são por lá. A infra-estrutura viária da cidade é impressionante. Todas as vias que andamos tinham pelo menos 3-4 pistas para cada lado, sempre com pavimento impecável. Muitas passagens de nível. Raramente se vê um semáforo entre duas grandes avenidas. É bem comum grandes cidades, especialmente em países de primeiro mundo, possuírem um anel viário que circula a cidade, para aliviar o trânsito na parte interna da cidade. Beijing talvez seja o melhor exemplo mundial disso, pois possui cinco anéis viários circulando toda a cidade. São Paulo está há mais de uma década em passo de tartaruga tentando construir seu rodoanel, que deveria se chamar rodo-meia-lua, pois está muito longe de dar a volta ainda, e o governo admite que não existe nem previsão para isso acontecer, se é que vai um dia.</p>
<p>E isso foi o que vimos por cima. Por baixo está o mais impressionante ainda. Beijing não tinha metrô até 1971. Em 2000 eram apenas duas linhas. Em 2001 a cidade foi confirmada para receber as olimpíadas de 2008. O resultado hoje: 14 linhas e 336 km de extensão. Em 2015 serão 19 linhas entregues, totalizando 561 km no sistema, se tornando o maior sistema de metrô do mundo. Metrô é algo fundamental para uma cidade grande se mexer, e nesse aspecto os chineses estão no caminho. Ninguém mais do que eles sabe o que é ter MUITA gente precisando ir e vir todos os dias. Os maiores metrôs pelo mundo:</p>
<ul>
<li>Shanghai, 425 km, 237 estações</li>
<li>Londres, 402 km, 270 estações</li>
<li>New York City, 337 km, 423 estações</li>
<li>Beijing, 336 km, 172 estações</li>
<li>&#8230;</li>
<li>São Paulo, 71 km, 61 estações</li>
<li>Rio de Janeiro, 47 km, 35 estações</li>
</ul>
<p>Quase igual:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-300" title="Metrô São Paulo - Beijing" src="http://hackers.propus.com.br/~marlon/blog/wp-content/uploads/2011/04/metro-sp-beijing.png" alt="" width="640" height="320" /></p>
<p>Sem comentários&#8230;</p>
<p>O mundo todo sabe, e eu nem preciso dizer aqui, que a China tem sérios, e muito sérios, problemas políticos por resolver, mas uma coisa que se nota claramente no país é que, independente de todo autoritarismo que existe, o país está se desenvolvendo numa velocidade furiosa, e em um padrão de qualidade de botar inveja em muito país super-desenvolvido. Normalmente o que se espera de qualquer regime autoritário é um país estagnado, caindo no abismo. Se você acha que a China é mais um desses países, vá lá e veja com seus próprios olhos.</p>
<p>A seguir, minha visita à Grande Muralha, Cidade Proibida, o famoso pato laqueado de Beijing, Praça da Paz Celestial, Parque Olímpico, etc.</p>
<p>Como gosto de escrever bastante, vou escrevendo &#8220;a prestação&#8221; para não ficar uma leitura muito cansativa.</p>
]]></content:encoded>
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