{"id":130,"date":"2008-11-23T20:54:43","date_gmt":"2008-11-23T23:54:43","guid":{"rendered":"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/blog\/?p=130"},"modified":"2008-11-23T20:54:43","modified_gmt":"2008-11-23T23:54:43","slug":"machu-picchu-2-e-o-vale-sagrado-dos-incas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/2008\/11\/23\/machu-picchu-2-e-o-vale-sagrado-dos-incas\/","title":{"rendered":"Machu Picchu #2 e o Vale Sagrado dos Incas"},"content":{"rendered":"<p><em>Finalmente o \u00faltimo relato, sim, bastante atrasado. \ud83d\ude41 Mas antes tarde do que nunca.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/machupicchu\/img_7702.jpg.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Guia de Machu Picchu\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/43200-2\/img_7702.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"100\" \/><\/a>Ao chegar em qualquer s\u00edtio arqueol\u00f3gico, os guias v\u00e3o sempre lhe metralhar de informa\u00e7\u00f5es, o que \u00e9 legal e tal, mas tem horas que voc\u00ea quer apenas ficar em sil\u00eancio admirando a paisagem. \u00c9 assustador a quantidade de guias em Machu Picchu, falando diversos idiomas e com grupos de tudo que \u00e9 canto do planeta. Afinal, \u00e9 um dos lugares mais visitados do mundo. Nosso guia Johnny era bem gente boa, explicava as coisas com um certo humor e dava tempo para todo mundo tomar fotos, admirar, etc.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m sabe ao certo a origem de Machu Picchu, o que torna a coisa mais interessante ainda. \u00c9 curioso ouvir a opini\u00e3o dos locais, que geralmente s\u00e3o bastante divergentes. Existem v\u00e1rias lendas, umas mais concretas, outras mais divinas. Cada um acredita no que quiser. De acordo com pesquisas cient\u00edficas, sabe-se que a cidade foi criada no s\u00e9culo XV, por volta do ano de 1460. De todas as grandes constru\u00e7\u00f5es Incas, Machu Picchu foi a mais moderna e supostamente a mais sagrada.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/machupicchu\/img_7733.jpg.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Machu Picchu\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/43290-4\/img_7733.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"150\" \/><\/a>Quando os espanh\u00f3is chegaram no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI, eles dizimaram os Incas e destru\u00edram muitas de suas constru\u00e7\u00f5es. Em Cusco, por exemplo, h\u00e1 v\u00e1rias constru\u00e7\u00f5es coloniais que foram feitas sobre os templos Incas, para afirmar a superioridade dos &#8220;conquistadores&#8221;. Por\u00e9m, os espanh\u00f3is nunca encontraram Machu Picchu, e a cidade ficou perdida por s\u00e9culos, conhecida apenas por agricultores da redondeza, que n\u00e3o davam bola pro local, pois era de dif\u00edcil acesso e n\u00e3o servia muito pra agricultura.<\/p>\n<p>Sabendo da poss\u00edvel exist\u00eancia da cidade sagrada, o <span style=\"text-decoration: line-through;\">historiador<\/span> explorador americano <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hiram_Bingham_III\" target=\"_blank\">Hiram Bingham<\/a>, com a ajuda dos agricultores locais, achou a cidade abandonada em 1911 e anunciou o fato para o mundo. Machu Picchu sofreu ent\u00e3o um grande trabalho de limpeza e em seguida foi montada uma grande estrutura de acesso, com linha f\u00e9rrea e uma estrada de terra pra subir a montanha, assim se tornando umas das atra\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas mais importantes do mundo, e a principal fonte de renda do Peru. Bingham levou toda a fama de o &#8220;descobridor&#8221;, mas de acordo com os locais, ele n\u00e3o passava de um explorador atr\u00e1s de fama e dinheiro. Bom, certamente o conseguiu e de certa forma teve seu m\u00e9rito.<\/p>\n<p>Das teorias sobre o que aconteceu com a cidade, se ouve de tudo, como uma grande epidemia que matou todo mundo, mas curiosamente nunca foi encontrado nenhum f\u00f3ssil por ali; uma poss\u00edvel guerra entre os Incas e os conquistadores, mas curiosamente tudo estava intacto e n\u00e3o havia rastro de sangue&#8230; A teoria que mais se sustenta \u00e9 que os Incas, ao saber da invas\u00e3o espanhola, que j\u00e1 tinha chegado em Cusco e arredores, abandonaram a cidade voluntariamente e fecharam todos os seus acessos para proteg\u00ea-la, pois era o s\u00edtio mais sagrado deles. Provavelmente retornaram em dire\u00e7\u00e3o a Cusco, onde foram todos mortos pelos espanh\u00f3is, que ent\u00e3o nunca ficaram sabendo de Machu Picchu. O \u00fanico acesso que existia nessa \u00e9poca era a famosa <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Inca_road_system#Inca_trail_to_Machu_Picchu\" target=\"_blank\">Trilha Inca<\/a>.<\/p>\n<p>Enfim, h\u00e1 muito o que ler (e escrever) sobre Machu Picchu, e n\u00e3o \u00e9 o prop\u00f3sito deste post servir como uma refer\u00eancia. Certamente vale mais a pena ler o <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Machu_picchu\" target=\"_blank\">artigo da Wikipedia<\/a> sobre o assunto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/pueblo\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Machu Picchu Pueblo\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/44623-2\/img_7855.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"100\" \/><\/a>A visita \u00e0 cidade \u00e9 de certa forma bastante r\u00e1pida. Se gasta muito mais tempo para chegar l\u00e1 e voltar do que se gasta na visita em si. Por volta das 14h00 j\u00e1 hav\u00edamos descido de volta a Machu Picchu Pueblo, onde almo\u00e7amos e ficamos passeando. Veja <a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/pueblo\/\" target=\"_blank\">algumas fotos da cidadela<\/a>, que \u00e9 super interessante e bem pequeninha. Diferente de Cusco, tudo \u00e9 extremamente caro por aqui. Como a grande maioria dos turistas vem de pa\u00edses ricos, pra eles \u00e9 bem tranquilo. N\u00f3s sentimos a diferen\u00e7a. A estrutura \u00e9 bem decente, com v\u00e1rios restaurantes bons, pousadas bem arrumadas e artesanato por todo lado, claro.<\/p>\n<p>Dormimos cedo, pois t\u00ednhamos que estar na esta\u00e7\u00e3o de trens para tomar o primeiro trem para Ollantaytambo, que partia \u00e0s 5h30. Chegamos na esta\u00e7\u00e3o antes das 5h00 e j\u00e1 havia fila. A viagem de volta foi bem tranquila e dormimos boa parte do tempo. Chegamos na esta\u00e7\u00e3o de Ollantaytambo pouco depois das 8h00. Nosso guia, Jonathan, j\u00e1 estava nos esperando conforme o combinado, para nos conduzir pelo Vale Sagrado e ent\u00e3o de volta a Cusco.<\/p>\n<p>Normalmente as visitas ao Vale Sagrado dos Incas sempre s\u00e3o feitas no sentido Cusco &#8211; Ollantaytambo, partindo de manh\u00e3 de Cusco. Nossa ideia era fazer do mesmo jeito, por\u00e9m tivemos que mudar nosso plano para se encaixar com a disponibilidade do trens. No fim ficou at\u00e9 melhor, porque ao fazer o caminho no sentido inverso, pegamos quase todos os s\u00edtios com bem pouca gente, ent\u00e3o deu pra aproveitar bem mais, especialmente para fotografia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/ollantaytambo\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Ollantaytambo\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/44976-2\/img_8002.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"100\" \/><\/a>Come\u00e7amos pelo pr\u00f3prio <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ollantaytambo\" target=\"_blank\">S\u00edtio Arqueol\u00f3gico de Ollantaytambo<\/a>, que fica bem pr\u00f3ximo \u00e0 esta\u00e7\u00e3o de trens. Como pode ser visto nas <a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/ollantaytambo\/\" target=\"_blank\">fotos do local<\/a>, os Incas constru\u00edram nas colinas diversas terra\u00e7as. Dizem que elas foram feitas para experimento de plantio em altitudes diferentes. Com isso, eles podiam determinar qual a melhor altitude, e consequentemente temperatura, que cada alimento cresceria melhor. N\u00e3o \u00e9 por acaso que Ollantaytambo \u00e9 tamb\u00e9m conhecida por ter o melhor milho do Peru, e talvez do mundo. \u00c9 incrivelmente grande e saboroso. Se planta tamb\u00e9m muita batata por a\u00ed, e eles dizem que h\u00e1 mais de 400 esp\u00e9cies diferentes de batata na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/ollantaytambo\/img_7971.jpg.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Armaz\u00e9m nas rochas\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/44889-2\/img_7971.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"100\" \/><\/a>Uma das coisas mais curiosas \u00e9 que eles armazenavam a produ\u00e7\u00e3o em pequenas cavernas abertas nas rochas, como pode ser visto na foto ao lado. Dizem que isso era feito devido \u00e0 boa ventila\u00e7\u00e3o do local, fazendo com que o alimento durasse mais. Eles constru\u00edram tamb\u00e9m sistemas de ventila\u00e7\u00e3o nas rochas para melhorar ainda mais o efeito.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/pisaq\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Pisaq\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/45020-2\/img_8036.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"100\" \/><\/a>Partimos da\u00ed em dire\u00e7\u00e3o a Pisaq (<a href=\"http:\/\/maps.google.com\/maps?f=q&amp;hl=en&amp;geocode=&amp;q=13%C2%B024%2720.83%22S+71%C2%B050%2729.18%22W&amp;sll=-30.027704,-51.228735&amp;sspn=0.596864,0.885773&amp;g=13%C2%B024%2720.83%22S+71%C2%B050%2729.18%22W&amp;ie=UTF8&amp;ll=-13.405442,-71.841445&amp;spn=0.010478,0.01384&amp;t=h&amp;z=16\" target=\"_blank\">13\u00b024&#8217;20.83&#8243;S 71\u00b050&#8217;29.18&#8243;W<\/a>), que fica a uns 50 km a leste de Ollantaytambo, j\u00e1 na estrada asfaltada. No caminho, passamos por v\u00e1rias cidadezinhas legais, como Urubamba, Calca, Coya, entre outras. Pisaq, ou Pisac, foi a minha maior surpresa da viagem toda. O s\u00edtio \u00e9 imenso e extremamente bonito. Foi constru\u00eddo bem antes de Machu Picchu, por\u00e9m n\u00e3o se sabe exatamente quando. Ouvimos falar em algo como o s\u00e9culo XII. Nota-se bem que o estilo de constru\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o moderno, as pedras n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o bem talhadas, etc. \u00c9 impressionante ver as diferen\u00e7as no processo de constru\u00e7\u00e3o dos locais. Percebe-se claramente o quanto a coisa ia evoluindo com o passar dos anos.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/pisaq\/img_8092.jpg.html\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Pisaq\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/45170-4\/img_8092.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"150\" \/><\/a>Pelas vistas, d\u00e1 para notar o altura do lugar. A altitude m\u00e9dia do s\u00edtio \u00e9 de 3500 metros e durante a visita \u00e9 um sobe e desce infernal. De todos os lugares que visitamos, esse foi onde eu mais senti a altitude e os joelhos. N\u00e3o espere por escadas regulares com corrim\u00e3o por aqui, muito menos elevadores e escadas rolantes. Isso n\u00e3o \u00e9 Disneyl\u00e2ndia. O neg\u00f3cio \u00e9 pedra irregular mesmo, adrenalina! Como recompensa, uma natureza estonteante. A vista l\u00e1 de cima \u00e9 de arrepiar.<\/p>\n<p>O Peru \u00e9 muito conhecido por Machu Picchu, mas na verdade h\u00e1 muito mais o que ver. Uma pena que o turismo foque tanto em uma coisa s\u00f3. N\u00e3o deixe de visitar Pisaq com calma. D\u00ea uma olhada no <a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/pisaq\/\" target=\"_blank\">album de fotos<\/a> feito l\u00e1.<\/p>\n<p>Descemos das ru\u00ednas para o centro de Pisaq, onde tem um famoso mercado popular aos domingos, mas passamos a\u00ed na segunda-feira, a\u00ed tem bem menos gente. Almo\u00e7amos por a\u00ed com calma e visitamos algumas tendas. Mais e mais artesanato, pra variar.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/awana\/\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"Awana Kancha\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/45385-2\/img_8166.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"100\" \/><\/a>Saindo de Pisaq, no caminho de volta a Cusco, paramos em Awana Kancha, que \u00e9 meio que um sitiozinho bem legal com uma cria\u00e7\u00e3o dos animais mais tradicionais do Peru: a lhama, alpaca, vicunha e guanaco. As primeiras duas s\u00e3o muito d\u00f3ceis, e voc\u00ea pode caminhar no meio delas tranquilamente, inclusive dando-lhes comida. J\u00e1 a vicunha e o guanaco s\u00e3o bastante selvagens, ent\u00e3o ficam numa \u00e1rea isolada um pouco a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Chegamos em Cusco no final da tarde mortos de cansado. Descansamos um pouco, sa\u00edmos pra jantar e capotamos. N\u00e3o t\u00ednhamos nada marcado para a ter\u00e7a-feira 19, ent\u00e3o tiramos o dia para passear por Cusco, visitar alguns museus, etc. Complementei o <a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/peru\/cusco\/\" target=\"_blank\">album de Cusco<\/a> com as fotos do dia 19, algumas bem interessantes.<\/p>\n<p>Na quarta-feira 20, voamos de volta para Lima, onde dar\u00edamos cada um uma palestra naquela noite na <a href=\"http:\/\/www.uigv.edu.pe\/\" target=\"_blank\">Universidade Inca Garcilaso de la Vega<\/a>. Na decolagem em Cusco, vi bem por que a pista do aeroporto tem quase 4 km de comprimento. Com o ar extremamente rarefeito nessa altitude, fica muito dif\u00edcil acelerar o avi\u00e3o, por mais motor que se tenha. Voamos num quadri-jato <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/BAe_146\" target=\"_blank\">BAe 146<\/a> da British Aerospace, avi\u00e3o muito tosco, asa alta, quadro motores turbo-fan, mas bem gostoso de voar. Mesmo com os 4 motores full power, comemos quase toda a pista para decolar e ganhamos altitude muuuito vagarosamente sobre um pequeno vale a sudeste de Cusco. Ao redor, montanhas imensas cercando tudo. S\u00f3 ap\u00f3s livrarmos um 20.000 p\u00e9s de altitude, demos a volta aproando Lima.<\/p>\n<p>Quando pousamos em Lima, os pulm\u00f5es agradeceram por respirar ar \u00famido e com muito oxig\u00eanio. A diferen\u00e7a \u00e9 brutal. O pessoal da universidade j\u00e1 estava nos esperando. Nos levaram at\u00e9 o hotel para deixar as bagagens e alguns minutos mais tarde fomos para o local das palestras. Era um audit\u00f3rio fechado dentro da universidade e estava bastante lotado. Imagino que tinha umas 200 pessoas no m\u00e1ximo. Demos as mesmas palestras apresentadas no CONEIS na semana anterior. Como tinha bem menos gente, foi mais bacana e interativo.<\/p>\n<p>O pessoal da universidade, especialmente Santiago e Evelyn, que organizaram tudo, foi extremamente receptivo. Depois da palestra, sa\u00edmos todos para jantar com mais um pessoal da universidade. Mais um pouco de comida t\u00edpica, sempre maravilhosa. Saindo da\u00ed, fomos para o hotel e dormimos pouco, pois t\u00ednhamos que estar no aeroporto \u00e0s 5h30 no m\u00e1ximo. Nosso voo de volta para o Brasil decolou logo ap\u00f3s \u00e0s 7h00 de Lima. Voamos de volta num Boeing 767-300 da Lan, bastante confort\u00e1vel e com um servi\u00e7o de bordo muito bom. Parab\u00e9ns pra Lan. Pousamos tranquilamente em Guarulhos \u00e0s 13h50. Bagagens, aduana, tudo tranquilo. Peguei o voo para Porto Alegre \u00e0s 16h45 e Tatiana foi de \u00f4nibus do aeroporto direto pra Campinas, encerrando os 12 dias de viagem pelos Andes.<\/p>\n<p>Essa foi uma viagem que eu queria fazer j\u00e1 havia algum tempo. Sempre li bastante a respeito do Peru, especialmente sobre sua cultura e hist\u00f3ria. Meu tio Iram, grande viajante, j\u00e1 havia estado l\u00e1 e tamb\u00e9m fez boas recomenda\u00e7\u00f5es. Definitivamente \u00e9 um pa\u00eds que merece ser visitado. \u00c9 uma viagem bastante barata e muito rica culturalmente, uma viagem que certamente faz voc\u00ea rever alguns valores, prestar aten\u00e7\u00e3o nas coisas simples e principalmente na natureza. \u00c9 muito bonito ver um povo que possui um grande amor por sua terra e sua na\u00e7\u00e3o, certamente algo que n\u00e3o se v\u00ea por aqui no Brasil, exceto em \u00e9pocas de copa do mundo.<\/p>\n<p>Fiquei muito feliz com a hospitalidade. Muitas pessoas ficavam bastante curiosas, e at\u00e9 muito contentes, por eu falar espanhol com flu\u00eancia e entender perfeitamente 100% do que eles falam. Isso \u00e9 uma coisa super legal e me sinto muito feliz por ter tido a oportunidade de aprender (e continuo estudando) espanhol bem. Seguramente a minha experi\u00eancia com essa viagem n\u00e3o teria sido a mesma caso contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>O grande valor em uma viagem como essa \u00e9 saber que voc\u00ea voltou melhor do que foi. Para muitos pode parecer mais um pa\u00eds pobre da Am\u00e9rica do Sul. Eu diria que certamente eles t\u00eam muito a lhe ensinar. V\u00e1 e veja com os pr\u00f3prios olhos. Depois me conte como foi a experi\u00eancia. \ud83d\ude09<\/p>\n<p>Bon voyage.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Finalmente o \u00faltimo relato, sim, bastante atrasado. \ud83d\ude41 Mas antes tarde do que nunca. 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