{"id":14,"date":"2006-10-06T00:01:43","date_gmt":"2006-10-06T03:01:43","guid":{"rendered":"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/blog\/2006\/10\/06\/washington-new-york-city-volta-pra-casa\/"},"modified":"2006-10-07T18:17:59","modified_gmt":"2006-10-07T21:17:59","slug":"washington-new-york-city-volta-pra-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/2006\/10\/06\/washington-new-york-city-volta-pra-casa\/","title":{"rendered":"Washington, New York City, volta pra casa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/usa2006\/nyc\/img_0502.jpg.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"113\" alt=\"New York City\" class=\"pLeftImg\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/26232-2\/img_0502.jpg\" \/><\/a> Em primeiro lugar, pe\u00e7o desculpas pela demora em postar este relato. Como informei no post anterior, eu voltei j\u00e1 &#8220;a baixo de mau tempo&#8221;, com muitas coisas para fazer.<\/p>\n<p>Minha segunda estada em Washington seria de apenas dois dias, pois meu v\u00f4o para o Brasil estava marcado para o dia 28 de agosto \u00e0 noite, no domingo. Como de \u00faltima hora eu fiquei sabendo que eu poderia ter companhia at\u00e9 quarta-feira, decidi remarcar meu v\u00f4o para o dia 30 ent\u00e3o, o que me daria mais dois dias inteiros livres. Novo destino ent\u00e3o: <strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nyc\">New York City<\/a><\/strong>. New York fica a 360 km de Washington, ent\u00e3o pudemos fazer a viagem de \u00f4nibus a um custo bem baixo.<\/p>\n<p><!--more-->New York \u00e9 sem d\u00favida a cidade mais famosa do mundo e o destino preferido de muitos viajantes. Assim como muita gente, eu sempre tive vontade de conhecer essa cidade. Em 2003 eu estive em New York por algumas horas, no <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/John_F._Kennedy_International_Airport\">Aeroporto John Kennedy (JFK)<\/a>, de onde partira meu v\u00f4o para S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Maior cidade dos Estados Unidos, com quase 19 milh\u00f5es de habitantes em toda regi\u00e3o metropolitana, compara New York a S\u00e3o Paulo no Brasil, com a diferen\u00e7a que a renda per capita na cidade americana \u00e9 de longe maior que a nossa. \u00c9 a quarta maior regi\u00e3o metropolitana do mundo, atr\u00e1s de T\u00f3quio (35 milh\u00f5es), Seul (24 milh\u00f5es) e Cidade do M\u00e9xico (20 milh\u00f5es). Logo em seguida est\u00e1 S\u00e3o Paulo com quase a mesma popula\u00e7\u00e3o de New York.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o mais barata para ir de \u00f4nibus entre as duas cidades (<a href=\"http:\/\/maps.google.com\/maps?f=d&#038;hl=en&#038;saddr=washington,+dc&#038;daddr=new+york,+ny&#038;ie=UTF8&#038;z=7&#038;om=1\">ver trajeto<\/a>) era usar os \u00f4nibus de empresas alternativas que interligam os Chinatowns (bairro chin\u00eas) de v\u00e1rias cidades, que \u00e9 comum nos Estados Unidos. A viagem ida-e-volta nesse caso custou US$ 35,00 por cabe\u00e7a. Uma viagem pela linha tradicional operada pela <a href=\"http:\/\/www.greyhound.com\/\">Greyhound<\/a> n\u00e3o sairia por menos de US$ 70,00.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos 9h45 da manh\u00e3 do Chinatown de Washington. Passamos durante a viagem por <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Baltimore\">Baltimore<\/a>, que \u00e9 a maior cidade de <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Maryland\">Maryland<\/a>. Em seguida, cruzamos o pequeno estado de <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Delaware\">Delaware<\/a> e entramos no estado de New Jersey. A passagem por Delaware \u00e9 muito bonita, porque junto com Maryland, o estado forma uma esp\u00e9cie de pen\u00ednsula no Oceano Atl\u00e2ntico. As pontes que cruzam a pen\u00ednsula s\u00e3o enormes e a paisagem \u00e9 fascinante. \u00c9 f\u00e1cil de ver no <a href=\"http:\/\/maps.google.com\/maps?f=d&#038;hl=en&#038;saddr=washington,+dc&#038;daddr=new+york,+ny&#038;ie=UTF8&#038;z=7&#038;om=1\">mapa do trajeto<\/a> o trecho que estou falando.<\/p>\n<p>Por volta das 14h entramos na <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Manhattan\">ilha de Manhattan<\/a>, principal <em><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Five_boroughs\">borough<\/a><\/em> (bairro, ou distrito) de New York. Acessamos a ilha pela parte sul, atrav\u00e9s do Holland Tunnel, que liga New Jersey City, do outro lado do Rio Hudson. Minutos depois chegamos ao Chinatown de Manhattan, que concentra uma grande popula\u00e7\u00e3o chinesa, naturalmente. Desculpem-me os chineses, mas que povo sujo! Chin\u00eas \u00e9 muito trabalhador, mas \u00e9 aquele tipo de trabalho pequeno, todo mundo fazendo &#8220;bico&#8221;. O Chinatown mais parece um grande camel\u00f3dromo, com todo mundo querendo te vender qualquer coisa. Higiene e apar\u00eancia \u00e9 bobagem.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/usa2006\/nyc\/img_0469.jpg.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"113\" alt=\"Manhattan Bridge\" class=\"pLeftImg\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/26150-2\/img_0469.jpg\" \/><\/a> Nosso endere\u00e7o de chegada foi o <a href=\"http:\/\/maps.google.com\/maps?f=q&#038;hl=en&#038;q=13+Allen+St,+new+york,+ny&#038;ie=UTF8&#038;z=14&#038;ll=40.71864,-73.992662&#038;spn=0.026412,0.086517&#038;om=1&#038;iwloc=A\">13 Allen St<\/a>, de onde j\u00e1 se via a Manhattan Bridge, que liga a ilha ao Brooklin. Primeira coisa que se faz quando se chega em uma cidade pela primeira vez \u00e9 procurar por um mapa. Ingenuamente, eu achei que ir\u00edamos levar apenas poucos minutos at\u00e9 encontrarmos um. Pelo menos no Chinatown, as pessoas nos olhavam at\u00e9 estranhamente quando ped\u00edamos por um mapa. Caminhamos para um lado e para outro e nada de mapa, muito menos mapa do metr\u00f4. Na verdade fomos est\u00fapidos.  Seria muito mais f\u00e1cil ter perguntado logo qual era a esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>Conseguimos um mapa do metr\u00f4 todo destru\u00eddo numa banca de revistas, que nos foi cedido gratuitamente pelo jornaleiro. Alguns metros adiante, achamos uma esta\u00e7\u00e3o, finalmente. Ao abrir o mapa, o primeiro susto. Eu j\u00e1 sabia que o metr\u00f4 de New York era complexo, mas n\u00e3o TANTO! A Silvia j\u00e1 tinha estado em New York algumas vezes, o que sempre ajuda. A quantidade de linhas e interconex\u00f5es \u00e9 impressionante. O metr\u00f4 de Los Angeles, que eu j\u00e1 conhecia, \u00e9 brincadeira de crian\u00e7a perto desse. Para voc\u00ea ter uma id\u00e9ia do que estou falando, d\u00ea uma olhada no <a href=\"http:\/\/www.mta.nyc.ny.us\/nyct\/maps\/submap.htm\">mapa do sistema<\/a>.<\/p>\n<p>Mesmo complexo, nada que em cinco minutos voc\u00ea n\u00e3o entenda toda a l\u00f3gica. Por sorte, pura sorte, est\u00e1vamos numa esta\u00e7\u00e3o que tinha um trem direto para a esta\u00e7\u00e3o onde quer\u00edamos chegar, ent\u00e3o n\u00e3o seria necess\u00e1rio nenhuma conex\u00e3o, o que atrasaria mais ainda a nossa chegada ao hotel. Eu estava me mijando. \ud83d\ude42<\/p>\n<p>15 minutos depois, descemos na esta\u00e7\u00e3o do famoso <a href=\"http:\/\/www.rockefellercenter.com\/home.html\">Rockefeller Center<\/a>, bem pr\u00f3ximo ao nosso hotel, que era o <a href=\"http:\/\/www.mayfairnewyork.com\/\">Mayfair New York Hotel<\/a>, na <a href=\"http:\/\/maps.google.com\/maps?f=q&#038;hl=en&#038;q=242+West+49th+Street,+new+york,+ny&#038;ie=UTF8&#038;z=14&#038;ll=40.764291,-73.985281&#038;spn=0.026393,0.086517&#038;om=1&#038;iwloc=A\">242 West 49th Street<\/a>, muito pr\u00f3ximo ao <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Times_square\">Times Square<\/a>. Hotel bem simplesinho, que \u00e9 o que pod\u00edamos pagar em Manhattan, onde tudo \u00e9 muito mais caro que em qualquer outro lugar do pa\u00eds. Um quarto vagabundo que mal cabia a cama dentro custou US$ 129,00 por uma noite. Na verdade, at\u00e9 se consegue hotel mais barato, mas n\u00e3o com essa localiza\u00e7\u00e3o t\u00e3o privilegiada.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/usa2006\/nyc\/img_0480.jpg.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"113\" height=\"150\" alt=\"Times Square\" class=\"pLeftImg\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/26178-2\/img_0480.jpg\" \/><\/a> Em seguida que fizemos check in no hotel, fomos sair para caminhar em dire\u00e7\u00e3o ao Times Square, onde almo\u00e7amos. Times Square \u00e9 a maior polui\u00e7\u00e3o visual imagin\u00e1vel. H\u00e1 imensos pain\u00e9is eletr\u00f4nicos pra todo lado, a maioria com muita propaganda. Alguns s\u00e3o at\u00e9 informativos, como \u00edndices das bolsas de valores, \u00faltimas not\u00edcias, etc. H\u00e1 v\u00e1rias lojas interessantes por todo lado. O tr\u00e2nsito \u00e9 um inferno absoluto e quase n\u00e3o se caminha nas cal\u00e7adas, de tanta gente. O mais interessante, que encanta a todos os visitantes dessa cidade, \u00e9 a quantidade de gente diferente por metro quadrado. Eu duvido que exista outra cidade no mundo que aglomere tanta gente dos quatro cantos do mundo. Voc\u00ea v\u00ea \u00e1rabe, judeu, oriental, africano, latino, escandinavo, etc, para qualquer lugar que se olhe.<\/p>\n<p>A diversidade cultural \u00e9 uma coisa que me atrai muito, e essa \u00e9 a raz\u00e3o que vai me fazer voltar a New York muitas outras vezes, espero. Um monte de concreto pra todo lado e gigantes arranha-c\u00e9us s\u00e3o coisas legais de se ver, mas n\u00e3o me chamam muito a aten\u00e7\u00e3o. Concreto por concreto, j\u00e1 basta S\u00e3o Paulo. Por beleza, aprecio muito mais em uma cidade belezas naturais. Por isso sou um super f\u00e3 do Rio de Janeiro (tirando os aspectos ruins), que pra mim \u00e9 sem nenhuma d\u00favida a cidade mais linda do mundo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/usa2006\/nyc\/img_0496.jpg.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"113\" height=\"150\" alt=\"Empire State Building\" class=\"pLeftImg\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/26217-2\/img_0496.jpg\" \/><\/a> Na seq\u00fc\u00eancia, fomos at\u00e9 o super famoso <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Empire_state_building\">Empire State Building<\/a>, agora maior edif\u00edcio da cidade, depois da queda das torres g\u00eameas do World Trade Center. A primeira impress\u00e3o ao olhar para o pr\u00e9dio \u00e9: &#8220;PQP, este tro\u00e7o \u00e9 muito alto!&#8221;. Poucos dias antes eu tinha visto o Sears Tower em Chicago, que \u00e9 ainda mais alto, embora n\u00e3o t\u00e3o famoso. O mais interessante \u00e9 imaginar como os caras construiram um pr\u00e9dio de 381 metros de altura, 102 andares, em 1931. Meus pais nem eram nascidos. \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Fomos at\u00e9 o pr\u00e9dio para subir no observat\u00f3rio do 86<sup>o<\/sup> andar, de onde se tem uma vista excepcional da metr\u00f3pole. Parece meio insano pagar US$ 16,00 por cabe\u00e7a para subir no alto de um pr\u00e9dio, mas estar em New York e n\u00e3o subir no Empire State \u00e9 como ir ao Rio de Janeiro e n\u00e3o visitar o Cristo Redentor. Al\u00e9m do mais, eu sou vidrado em vistas bonitas. \u00c9 onde eu mais me divirto fotografando.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 era de se esperar, a quantidade de gente na fila acabaria desanimando um pouco o passeio. Quando chegamos no edif\u00edcio, o sol j\u00e1 estava baixando, e pelo tempo que levar\u00edamos na fila at\u00e9 chegar a nossa vez de subir, j\u00e1 estaria noite. A vista \u00e0 noite deve ser sem d\u00favida espl\u00eandida, mas eu queria fotografar, e sem tri-p\u00e9 \u00e9 praticamente imposs\u00edvel fazer boas fotos sem muita luz. Al\u00e9m disso, estava bem frio no t\u00e9rreo, ent\u00e3o imagine o frio l\u00e1 no alto com o vento que fazia. Ainda, est\u00e1vamos bem cansados de ter acordado cedo e viajado. Ent\u00e3o, como os tickets n\u00e3o tinham data para subir, deixamos para o pr\u00f3ximo dia, onde combinamos de acordar e ir direto ao edif\u00edcio.<\/p>\n<p>Jantamos e fomos direto para o hotel, onde tomamos um belo banho seguido de uma boa noite de sono. O pr\u00f3ximo dia seria corrido, pois t\u00ednhamos bem pouco tempo para fazer o que hav\u00edamos planejado.<\/p>\n<p>O hotel, por sua simplicidade, n\u00e3o oferecia caf\u00e9 da manh\u00e3. Tomamos caf\u00e9 fora e fomos de volta ao Empire State. No caminho, j\u00e1 percebemos o mau tempo. Estava uma garoa muito chata e bem frio, o que certamente comprometeria a visibilidade no alto. Quando chegamos na porta do pr\u00e9dio, a placa j\u00e1 informava &#8220;<em>visibility: zero miles<\/em>&#8220;. N\u00e3o adiantava subir naquela hora que n\u00e3o ver\u00edamos nada. Ent\u00e3o decidimos pegar o metr\u00f4 a ir ao <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/World_Trade_Center\">World Trade Center<\/a>, que depois da queda das torres se tornou um dos lugares mais visitados da cidade.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/usa2006\/nyc\/img_0519.jpg.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"113\" height=\"150\" alt=\"WTC\" class=\"pLeftImg\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/26265-2\/img_0519.jpg\" \/><\/a> Os ataques terroristas de 11 de setembro foram sem d\u00favida um dos maiores fatos da hist\u00f3ria dos \u00faltimos tempos. Talvez nenhum outro assunto tenha sido t\u00e3o noticiado no mundo inteiro nestes \u00faltimos cinco anos. Eu, particularmente, li muito sobre o caso, assisti v\u00e1rios document\u00e1rios, v\u00eddeos, filmes, e analisei diversas fotos do acontecido nestes anos. Mas assim que subimos da esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4, quando eu olhei para aquela imensa \u00e1rea aberta, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito estranha. \u00c9 muito dif\u00edcil imaginar que h\u00e1 cinco anos havia dois arranha-c\u00e9us gigantes exatamente onde eu estara olhando. Muito mais dif\u00edcil ainda \u00e9 se quer imaginar que h\u00e1 apenas 1813 dias, dois Boeings 767 foram espatifados de prop\u00f3sito exatamente onde eu estava, causando um p\u00e2nico total na cidade que jamais vira algo parecido, e paralisando o mundo inteiro, que assistia atento \u00e0s TVs o maior ataque terrorista da hist\u00f3ria mundial.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/usa2006\/nyc\/img_0528.jpg.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"113\" alt=\"WTC\" class=\"pLeftImg\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/26292-2\/img_0528.jpg\" \/><\/a> Mesmo ap\u00f3s todos estes anos, o local ainda est\u00e1 uma bagun\u00e7a. Na foto ao lado, d\u00e1 pra perceber ao fundo parte da destrui\u00e7\u00e3o das torres. Olhando atrav\u00e9s de uma <a href=\"http:\/\/maps.google.com\/maps?f=q&#038;hl=en&#038;q=nyc&#038;ie=UTF8&#038;z=16&#038;ll=40.711663,-74.012661&#038;spn=0.006604,0.021629&#038;t=k&#038;om=1\">foto de sat\u00e9lite<\/a>, d\u00e1 para ter uma boa no\u00e7\u00e3o do tamanho do estrago. A quantidade de m\u00e1quinas que se v\u00ea pra todo lado \u00e9 porque j\u00e1 est\u00e3o no processo de constru\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Freedom_Tower\">Freedom Tower<\/a>, que ser\u00e1 da mesma altura das torres, por\u00e9m ser\u00e1 apenas um pr\u00e9dio alto e alguns outros bem menores. O local tamb\u00e9m vai abrigar um grande memorial \u00e0s 2979 pessoas que ali perderam suas vidas.<\/p>\n<p>Uma coisa que me irrita bastante \u00e9 o sensacionalismo que os Estados Unidos tratam essa trag\u00e9dia. De fato, \u00e9 uma grande trag\u00e9dia pessoas inocentes pagarem com a vida por causa da estupidez de meia d\u00fazia de seus pr\u00f3prios governantes. Por outro lado, se fossem construir grandes memoriais e dar a mesma aten\u00e7\u00e3o na imprensa para cada 2979 que morrem por causa da prepot\u00eancia americana mundo afora, talvez n\u00e3o houvesse \u00e1rea suficiente no mundo. O marketing governamental funciona t\u00e3o bem nesse pa\u00eds, que o povo ignorante antes de se perguntar por que raz\u00e3o algum grupo terrorista faria isso, automaticamente pensa que se trata de um bando de malucos aloprados que querem atacar a &#8220;liberdade&#8221; americana, a &#8220;na\u00e7\u00e3o exemplo&#8221; para o resto do mundo. N\u00e3o que eu esteja defendendo os ataques, longe disso, mas tudo \u00e9 uma quest\u00e3o de causa &#8211; conseq\u00fc\u00eancia. Nada acontece por acaso.<\/p>\n<p>Sa\u00edmos do WTC j\u00e1 era quase meio-dia, ent\u00e3o t\u00ednhamos que retornar r\u00e1pido ao hotel para fazer o check out. Recolhemos nossa mochila, pagamos a conta e fomos almo\u00e7ar no Times Square. Ap\u00f3s, voltamos ao Empire State com a esperan\u00e7a de haver visibilidade agora. Que nada, a placa n\u00e3o havia mudado. Como os tickets n\u00e3o eram reimbols\u00e1veis e estar\u00edamos indo embora nas pr\u00f3ximas horas, resolvemos subir mesmo assim.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/v\/usa2006\/nyc\/img_0544.jpg.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"113\" alt=\"Empire State\" class=\"pLeftImg\" src=\"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/gallery2\/d\/26322-2\/img_0544.jpg\" \/><\/a> Com visibilidade zero, naturalmente n\u00e3o havia fila, muito menos algu\u00e9m que pudesse querer comprar nossos ingressos. Chegamos r\u00e1pido ao elevador expresso que p\u00e1ra de 10 em 10 andares, onde fomos rapidamente at\u00e9 o 80<sup>o<\/sup> andar. Dali, fomos para um elevador local para subir os \u00faltimos 6 andares. Chegando ao observat\u00f3rio, demos de cara com o que j\u00e1 esper\u00e1vamos. Uma parede cinza de nuvens nas janelas, como pode ser visto na foto ao lado, junto com a minha cara triste. \ud83d\ude41<\/p>\n<p>N\u00e3o ficamos muito tempo a\u00ed em cima, porque n\u00e3o tinha muito o que fazer. Descemos e fomos caminhar pela famosa 5<sup>a<\/sup> Avenida, onde passamos pela frente da famosa <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/New_York_Public_Library\">Biblioteca P\u00fablica de New York<\/a>, fundada no s\u00e9culo 19. N\u00e3o entramos pois n\u00e3o nos restava muito tempo. Seguimos caminhando at\u00e9 59<sup>a<\/sup> rua, onde come\u00e7a o <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Central_park\">Central Park<\/a>. Nada muito emocionante visitar um parque em um dia de chuva, mas ainda assim quer\u00edamos passar por a\u00ed. Ao chegar na esquina do parque, achamos algo sem querer, uma <a href=\"http:\/\/www.apple.com\/retail\/fifthavenue\/\">Apple Store<\/a> lind\u00edssima, toda de vidro. Assim como em San Francisco e Chicago, gastamos um bom tempo nos divertindo com brinquedos incr\u00edveis da Apple.<\/p>\n<p>Caminhamos um pouco na volta do parque e paramos num bar para tomar um caf\u00e9 e comer algo. Logo em seguida, pegamos um metr\u00f4 na esta\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima de volta ao Chinatown, de onde partiria nosso \u00f4nibus \u00e0s 19h30 para Washington DC. Ao chegar a\u00ed, parecia que est\u00e1vamos na China. Gente falando chin\u00eas pra todo lado, aquela sujeira tradicional, muita agita\u00e7\u00e3o, \u00f4nibus saindo pra v\u00e1rios lugares. Alta confus\u00e3o.<\/p>\n<p>Meia-noite chegamos no Chinatown de Washington, que fica h\u00e1 apenas uma quadra da esta\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 que nos levaria para Bethesda. Chegamos tranq\u00fcilo na esta\u00e7\u00e3o, quando ficamos sabendo que o \u00faltimo metr\u00f4 daquele dia sairia em quatro minutos. Que susto! Um pouco mais, ficar\u00edamos sem transporte e morrer\u00edamos num t\u00e1xi, que custa uma boa nota.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia em Washington n\u00e3o fiz nada de especial. Ap\u00f3s acordar, arrumei minhas malas e sa\u00edmos pra almo\u00e7ar e fazer hora, at\u00e9 chegar o hor\u00e1rio de ir para o aeroporto. O meu v\u00f4o sairia do aeroporto Dulles \u00e0s 21h43. 19h30 chegamos no aeroporto, onde o check in foi bem r\u00e1pido, muito diferente da confus\u00e3o que foi em S\u00e3o Paulo, onde dei a infelicidade de viajar para o exterior no mesmo dia em que proibiram l\u00edquidos na bagagem de m\u00e3o.<\/p>\n<p>Me despedi de Silvia e fui direto para o <em>concourse<\/em> onde era o meu port\u00e3o de embarque. Confirmei com os atendentes da United Airlines sobre a pontualidade do v\u00f4o, e me responderam afirmativo. Por\u00e9m, come\u00e7ou a chegar pr\u00f3ximo da hora da partida e nada de come\u00e7ar o embarque. Observei uma movimenta\u00e7\u00e3o estranha no port\u00e3o e logo percebi que algo estava errado. Logo em seguida uma atendente informou um equipamento de navega\u00e7\u00e3o da aeronave estava acusando anormalidade. Como \u00e9 comum na avia\u00e7\u00e3o, um piloto n\u00e3o tem o direito de tomar a aeronave at\u00e9 que o chefe de manuten\u00e7\u00e3o a libere, e ele jamais faria isso com qualquer ind\u00edcio de anomalia, ainda mais em um v\u00f4o de 9 horas. Conforme informaram, caso conseguissem consertar o defeito, em 15 minutos estar\u00edamos embarcando, ou sen\u00e3o a troca do equipamento levaria duas horas pelo menos.<\/p>\n<p>Passaram-se os tais 15 minutos e nada. At\u00e9 que a companhia resolveu nos trocar de aeronave, para outro 767-300 igual. Como a aeronave em que viajar\u00edamos j\u00e1 estava abastecida, carregada com nossas bagagens e com toda a comida a bordo, tudo teria que ser transferido para a outra aeronave, o que foi feito em pouco mais de meia hora. 23h00 est\u00e1vamos correndo na pista.<\/p>\n<p>Como as pessoas j\u00e1 estavam um pouco irritadas com o atraso do v\u00f4o, o jantar foi servido imediatamente ap\u00f3s o nivelamento do avi\u00e3o em FL330 (33.000 p\u00e9s), 20 minutos ap\u00f3s a decolagem. A janta estava bem boa. Comi massa com um pouco de salada. Logo na seq\u00fc\u00eancia, assisti um filme (n\u00e3o lembro qual) e li um pouco.<\/p>\n<p>Tive a sorte de n\u00e3o pegar ningu\u00e9m do meu lado no assento da janela esquerda, ent\u00e3o consegui mais espa\u00e7o para relaxar. At\u00e9 consegui dormir algumas horas, o que n\u00e3o \u00e9 comum acontecer comigo. Quem sabe um dia eu tenha a disponibilidade financeira de poder viajar de classe executiva, bem deitad\u00e3o&#8230; \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Nosso plano de v\u00f4o na volta foi precisamente o inverso do plano de ida, onde entramos no Brasil aproando para Santar\u00e9m, no Par\u00e1, e logo em seguida para Bras\u00edlia, onde desviamos direto para o aeroporto internacional de S\u00e3o Paulo. Cruzamos a capital nacional nivelados a 35.000 p\u00e9s, quase 11 km acima do n\u00edvel m\u00e9dio do mar. Interessante ver Bras\u00edlia l\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1 em baixo. Como eu conhe\u00e7o bem a capital, deu para reconhecer rapidinho tudo, mesmo que de bem l\u00e1 do alto. Para quem nos olhava l\u00e1 de baixo, n\u00f3s \u00e9ramos apenas um pontinho branco com um grande rastro de condensa\u00e7\u00e3o atr\u00e1s. Nesse momento foi servido o caf\u00e9 da manh\u00e3.<\/p>\n<p>9h00 em ponto tocamos suavemente a pista do aeroporto Cumbica, em Guarulhos, ap\u00f3s exatas nove horas de v\u00f4o. Ao desembarcar e pegar minhas malas, vi que uma delas estava rasgada. Reclamei para a United, que me informou que s\u00f3 poderiam recolher a mala para conserto caso eu ficasse em S\u00e3o Paulo. Como eu estava indo para Porto Alegre, me deram um n\u00famero de fax para eu passar um or\u00e7amento do conserto, que eles me reimbolsariam caso concordassem com o or\u00e7amento. Me deu vontade de mand\u00e1-los pra PQP.<\/p>\n<p>Eu estava um pouco apreensivo pois estava trazendo mais coisas al\u00e9m da cota permitida de US$ 500,00 para n\u00e3o pagar imposto de importa\u00e7\u00e3o. O excedente era muito pequeno, mas ainda assim a gente n\u00e3o fica tranq\u00fcilo quando est\u00e1 &#8220;fora da lei&#8221;.  Me fiz de louco e fui para a fila &#8220;nada a declarar, seja o que Deus quiser&#8221;.  Para a minha surpresa, havia apenas uma oficial da Receita pegando as fichas aduaneiras sem se quer olhar para elas. Fiquei com uma p* raiva, porque eu precisava trazer mais coisas e n\u00e3o trouxe com medo de dar problema. Como eu acredito na Lei de Murphy, se eu viesse cheio de muambas, teriam me trancado. \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Com a quebradeira da Varig, o meu v\u00f4o de volta a Porto Alegre seria apenas \u00e0s 21h30, 12 horas mais tarde, com ainda o grande risco de ser cancelado, claro. Assim como na ida, comprei um v\u00f4o de volta pela Gol e pontualmente 11h55 decolamos para Florian\u00f3polis e em seguida para Porto Alegre.<\/p>\n<p>J\u00e1 perdi as contas de quantas vezes aterrissei em Porto Alegre. Mas toda a vez que avisto a cidade pela janela na aproxima\u00e7\u00e3o, tenho uma sensa\u00e7\u00e3o bacana. Gosto dessa cidade. Gosto de estar de volta em casa, ainda mais quando estou v\u00e1rios dias fora. Desembarquei feliz, 20 dias ap\u00f3s ter decolado nesse mesmo aeroporto.<\/p>\n<p>Fico feliz de poder ter reportado toda esta viagem, e assim ter compartilhado com as outras pessoas alguns momentos da minha vida. Agrade\u00e7o a todos que tiveram a paci\u00eancia de ler meus enormes textos. Agrade\u00e7o tamb\u00e9m aos coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>E, mais uma vez, pe\u00e7o desculpas pela demora em postar principalmente este \u00faltimo relato.<\/p>\n<p>Grande abra\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em primeiro lugar, pe\u00e7o desculpas pela demora em postar este relato. Como informei no post anterior, eu voltei j\u00e1 &#8220;a baixo de mau tempo&#8221;, com muitas coisas para fazer. Minha segunda estada em Washington seria de apenas dois dias, pois meu v\u00f4o para o Brasil estava marcado para o dia 28 de agosto \u00e0 noite, &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/2006\/10\/06\/washington-new-york-city-volta-pra-casa\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Washington, New York City, volta pra casa&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-14","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-viagens","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":253,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14\/revisions\/253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}