{"id":16,"date":"2006-11-09T23:40:40","date_gmt":"2006-11-10T02:40:40","guid":{"rendered":"http:\/\/hackers.propus.com.br\/~marlon\/blog\/2006\/11\/09\/viagem-para-dallas-texas-estados-unidos\/"},"modified":"2006-11-09T23:40:40","modified_gmt":"2006-11-10T02:40:40","slug":"viagem-para-dallas-texas-estados-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/2006\/11\/09\/viagem-para-dallas-texas-estados-unidos\/","title":{"rendered":"Viagem para Dallas, Texas, Estados Unidos"},"content":{"rendered":"<p>Como esta foi uma viagem r\u00e1pida, vai dar para descrever tudo em apenas um relato. Ent\u00e3o, para quem vem acompanhando meu blog, n\u00e3o vai ser um trabalho t\u00e3o massivo de leitura como foi a \u00faltima viagem, onde eu me superei escrevendo. \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Desta vez, minha viagem come\u00e7ou com uma s\u00e9rie de contra-tempos, que come\u00e7ou j\u00e1 no aeroporto em Porto Alegre, que por causa de um atraso no v\u00f4o da Tam para S\u00e3o Paulo (aeroporto internacional em Guarulhos), em efeito domin\u00f3 eu perdi todas as minhas conex\u00f5es.<\/p>\n<p><!--more-->Quando planejei esta viagem, eu supostamente estaria embarcando no s\u00e1bado, dia 21 de outubro. Mas em fun\u00e7\u00e3o do casamento do meu primo Maur\u00edcio no s\u00e1bado \u00e0 noite, transferi meu embarque para o domingo, pois meu compromisso em Dallas come\u00e7aria de fato apenas na ter\u00e7a-feira. No casamento, fiquei sabendo que meu primo e sua rec\u00e9m esposa estariam viajando no mesmo v\u00f4o que eu para S\u00e3o Paulo, onde fariam uma conex\u00e3o no dia seguinte para Santiago, no Chile, de lua de mel.<\/p>\n<p>A primeira surpresa desta viagem me veio mesmo no s\u00e1bado, quando fui conferir o status do v\u00f4o no site da American Airlines. Quando eu comprei minha passagem, o trecho S\u00e3o Paulo &#8211; Miami estava marcado para \u00e0s 22h45. Quando olhei o status no site, o v\u00f4o tinha sido antecipado para 21h45, sem qualquer aviso tanto por parte da companhia quanto por parte da ag\u00eancia que eu comprei a passagem. Como meu v\u00f4o em Porto Alegre era \u00e0s 19h30, chegando em S\u00e3o Paulo pouco antes das 21h, eu teria ainda alguns minutos para fazer a conex\u00e3o, contanto que o v\u00f4o n\u00e3o atrasasse, claro.<\/p>\n<p>Ao fazer o check-in em Porto Alegre, encontrei meu primo e sua esposa, onde fui informado que o v\u00f4o estaria com 30 minutos de atraso, o que me deixou j\u00e1 preocupado. No balc\u00e3o, a atendente me informou que com certeza eu teria tempo para fazer a conex\u00e3o e que eu n\u00e3o precisava me preocupar. Papo!<\/p>\n<p>Resultado. O v\u00f4o decolou 20h30, com uma hora atraso. O comandante anunciou a chegada em S\u00e3o Paulo para \u00e0s 21h45, um pouco mais r\u00e1pido que o normal, pois ter\u00edamos prefer\u00eancia de aproxima\u00e7\u00e3o no aeroporto em S\u00e3o Paulo, devido ao atraso. O v\u00f4o foi tranquilo, feito em um Airbus A320 bem novinho. Embora nublado todo o tempo, o trecho estava bem est\u00e1vel. Aterrissamos em S\u00e3o Paulo na pista 9L precisamente \u00e0s 21h45, onde eu j\u00e1 estava apavorado, pois certamente n\u00e3o teria tempo de conectar. V\u00f4os internacionais, ainda mais de companhias internacionais, quase nunca atrasam. E eles n\u00e3o esperam ningu\u00e9m, claro, e est\u00e3o certos, porque a maioria das pessoas fazem conex\u00f5es no destino, e qualquer atraso gera um mega efeito domin\u00f3.<\/p>\n<p>Pra piorar a situa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o havia <em>finger<\/em> dispon\u00edvel e estacionamos no p\u00e1tio, o que demoraria ainda mais a minha chegada ao terminal. Quando desci do avi\u00e3o, o Boeing 777 que faria meu v\u00f4o para Miami j\u00e1 estava taxiando para decolagem. Senti que eu estava em problemas. E realmente estava.<\/p>\n<p>Falei com um despachante da Tam e eles mandaram eu pegar minha bagagem e ir no balc\u00e3o de check-in da pr\u00f3pria Tam que eles iriam me reacomodar em outro v\u00f4o, ou da American, ou da pr\u00f3pria Tam. 45 minutos esperando minha bagagem e nada. Eu j\u00e1 estava furioso. Voltei a falar com o despachante e estava dif\u00edcil de localizar a minha bagagem. Me mandaram direto para o balc\u00e3o para n\u00e3o atrasar ainda mais as coisas.<\/p>\n<p>Ao chegar no balc\u00e3o da Tam, uma puta duma fila de um v\u00f4o charter pra Buenos Aires. Pedi prefer\u00eancia no atendimento e uma atendente me passou \u00e0 frente prontamente. Depois de muita verifica\u00e7\u00e3o, ela conseguiu me reacomodar no v\u00f4o da pr\u00f3pria Tam, 8090, que partiria pra Miami \u00e0s 22h35. Fiz os c\u00e1lculos r\u00e1pidos, e vi que com esse v\u00f4o eu ainda teria tempo pra fazer minha conex\u00e3o em Miami, ent\u00e3o ok. Barganhei um upgrade pra classe executiva por causa da confus\u00e3o, mas n\u00e3o fui feliz. As classes chiques j\u00e1 estavam lotadas. Depois de muita confus\u00e3o, acharam minha mala e a mandaram para o avi\u00e3o.<\/p>\n<p>At\u00e9 a\u00ed eu j\u00e1 estava bem mais calmo, pois estaria voando num Airbus A330 nov\u00edssimo, e o servi\u00e7o de bordo da Tam d\u00e1 de 10 a 0 na American Airlines. Quando peguei meu ticket, j\u00e1 era 22h32 (3 minutos antes do v\u00f4o). A atendente mandou eu correr para entrar no avi\u00e3o o tempo. Sa\u00ed voando pelo aeroporto, pedi prioridade na Pol\u00edcia Federal para n\u00e3o perder tempo, e fui voando at\u00e9 o port\u00e3o, quando avistei a fila do pessoal entrando. Bom, cheguei a tempo.<\/p>\n<p>A\u00ed come\u00e7ou minha dor de cabe\u00e7a de novo, porque anunciaram que esse v\u00f4o tamb\u00e9m sairia com atraso. Comecei a me preocupar com a conex\u00e3o em Miami. Embarcamos pouco antes das 23h. Deu gosto de ver aquele avi\u00e3o. Poucos meses de uso, com cheirinho de carro zero. O acabamento da Airbus \u00e9 matador, deixando a Boeing no chinelo. Os acentos da classe executiva s\u00e3o quase uma cama. Quando cheguei no meu acento, um senhor americano sentado. Mostrei meu ticket pra ele, e ele me mostrou o seu ticket com o mesmo acento. Primeira coisa que me veio na cabe\u00e7a: &#8220;s\u00f3 falta ter lotado o v\u00f4o e me tirarem do avi\u00e3o&#8230;&#8221;. Mas n\u00e3o, um atendente prontamente me colocou em outro assento, at\u00e9 melhor, na janela direita da aeronave.<\/p>\n<p>Eu estava olhando para o rel\u00f3gio e me perguntando por que p*tas aquele avi\u00e3o n\u00e3o decolava. A Tam estava esperando as outras conex\u00f5es no Brasil que estavam todas atrasadas. Em fun\u00e7\u00e3o do acidente com o avi\u00e3o da Gol, o controle de tr\u00e1fego a\u00e9reo afastou oito controladores em Bras\u00edlia para investiga\u00e7\u00e3o, e os outros controladores resolveram fazer &#8220;opera\u00e7\u00e3o padr\u00e3o&#8221;, o que tem causado uma infinidade de atrasos em quase todos os v\u00f4os no pa\u00eds.  Resultado: decolamos com quase duas horas de atraso, \u00e0s 0h20.<\/p>\n<p>O comandante pediu desculpas, claro, avisando que voar\u00edamos um pouco mais r\u00e1pido que o normal para compensar um pouco o atraso. De fato, fizemos o trecho em 7h45min, quase uma hora a menos que o normal. O v\u00f4o foi bem tranquilo, quase todo o tempo est\u00e1vel. Voamos as primeiras horas a 32.000 p\u00e9s para queimar combust\u00edvel, e depois a 36.000 at\u00e9 o destino, que \u00e9 uma altura bem mais est\u00e1vel. Acompanhei os par\u00e2metros de v\u00f4o na tela logo \u00e0 frente do meu acento, que tinha dispon\u00edvel o sistema &#8220;air show&#8221;, com as informa\u00e7\u00f5es em tempo real do v\u00f4o. Fant\u00e1stico.<\/p>\n<p>O jantar foi muito bom. At\u00e9 para o pessoal do fund\u00e3o (classe econ\u00f4mica, ou classe tur\u00edstica, como dizem os mais sutis) tinha tr\u00eas op\u00e7\u00f5es de janta: carne, frango e massa. Eu fui numa massa, que estava deliciosa, com uma bela salada e boa sobremesa. Fiquei pensando no banquete que estariam servindo nas classes primeira e executiva. Pelo o que deu espiar, estavam servindo at\u00e9 champagne na executiva. A Tam n\u00e3o brinca em servi\u00e7o!<\/p>\n<p>7h05 pousamos no Miami International Airport (<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Miami_International_Airport\">MIA<\/a>). Meu v\u00f4o para Dallas, com conex\u00e3o em Tampa, seria \u00e0s 8h10. Eu tinha quase certeza que ia perder o v\u00f4o, porque a imigra\u00e7\u00e3o normalmente demora. Minha \u00fanica sorte seria se o v\u00f4o estivesse atrasado, o que n\u00e3o \u00e9 comum nos Estados Unidos. A imigra\u00e7\u00e3o at\u00e9 me surpreendeu, porque foi bem r\u00e1pido, diferentemente de Washington DC em agosto, que foi um parto. O oficial me atendeu rapidamente, olhou para meu passaporte e viu os carimbos das outras vezes que estive nos Estados Unidos, verificou no sistema se eu tinha sempre sa\u00eddo no tempo certo, e me liberou imediatamente, me dando uma permiss\u00e3o de seis meses de estada, o m\u00e1ximo permitido para o meu tipo de visto. Poderia ter ficado at\u00e9 abril de 2007.<\/p>\n<p>Quando cheguei na TSA, onde fazem a verifica\u00e7\u00e3o de bagagem e servi\u00e7os aduaneiros, a oficial j\u00e1 me informou que eu perdera o v\u00f4o para Tampa, embora ainda n\u00e3o fosse 8h10. Mas eu n\u00e3o teria tempo de passar pela seguran\u00e7a de novo e chegar no port\u00e3o de embarque a tempo. Com isso, ela me entregou minha mala e me mandou para o balc\u00e3o da American para ser reacomodado em outro v\u00f4o. Puta que pariu, tudo de novo. Como a oferta de v\u00f4os nos EUA \u00e9 absurdamente maior que no Brasil, fui tranquilo. Certamente conseguiria outro v\u00f4o para Dallas ainda naquela manh\u00e3, quem sabe at\u00e9 direto.<\/p>\n<p>No balc\u00e3o de check-in, a atendente come\u00e7ou a fazer umas caras estranhas (at\u00e9 engra\u00e7adas) ao procurar disponibilidade de v\u00f4os para Dallas, onde logo percebi que estava tudo cheio. Ela me conseguiu um v\u00f4o via Tampa que sairia de Miami \u00e0s 11h50, chegando em Tampa 55 minutos mais tarde. O v\u00f4o de Tampa para Dallas seria s\u00f3 ap\u00f3s \u00e0s 14h, ent\u00e3o tive tempo suficiente para almo\u00e7ar em Tampa.<\/p>\n<p>Chamaram o embarque para Dallas, entrei na fila, e quando entreguei meu ticket para a atendente, ela colocou o ticket numa maquineta que me barrou o acesso. Ela me disse que eu estava em &#8220;stand by&#8221;, o que significa que eu s\u00f3 embarcaria se tivesse vaga no v\u00f4o, porque o v\u00f4o estava completamente vendido. A atendente em Miami n\u00e3o me disse isso, claro. A\u00ed eu me enfureci, porque foram completamente grossos comigo e disseram que se eu perdi a minha conex\u00e3o na hora certa, eu tinha que esperar, como se fosse culpa minha. Eles iam tentar me embarcar no pr\u00f3ximo v\u00f4o, que seria \u00e0s 17h25, ou talvez no \u00faltimo v\u00f4o daquele dia, que seria \u00e0s 18h40, mas n\u00e3o me deram certeza de nada, muito menos de que eu chegaria em Dallas naquele dia.<\/p>\n<p>O v\u00f4o realmente estava lotado, ent\u00e3o n\u00e3o tinha o que eu espernear. O neg\u00f3cio era esperar pelo pr\u00f3ximo v\u00f4o, ent\u00e3o tratei que a minha presen\u00e7a no pr\u00f3ximo v\u00f4o fosse pelo menos confirmada. Entrei em contato com a minha ag\u00eancia de viagens em Porto Alegre, que tentou de tudo (dizem eles), mas n\u00e3o conseguiram fazer nada via Brasil. Liguei para a Tam, falei com v\u00e1rias pessoas diferentes e disseram que s\u00f3 a American poderia resolver isso. Quando os imbecis que me atenderam antes no embarque voltaram pra come\u00e7ar o embarque do pr\u00f3ximo v\u00f4o, fui r\u00e1pido no balc\u00e3o para verificar se eu embarcaria. Novamente n\u00e3o me deram certeza de nada, ent\u00e3o mandei chamar o supervisor. Eles sempre se borram de medo com isso. S\u00e3o uns babacas mesmo.<\/p>\n<p>O supervisor chegou em seguida e foi bem atencioso comigo. Expliquei pra ele toda a situa\u00e7\u00e3o, e ele finalmente concordou que n\u00e3o era culpa minha, e deu um jeito de me colocar no v\u00f4o das 17h25. Finalmente embarquei. At\u00e9 o momento do <em>push back<\/em> (quando o trator empurra o avi\u00e3o pra tr\u00e1s), eu estava apreensivo, porque existem casos que eles &#8220;pedem&#8221; para algu\u00e9m se retirar do avi\u00e3o e dar prioridade a outro passageiro. 17h25 em ponto decolamos para Dallas em um velho MD-80, bem parecido com os Fokker 100 da Tam. Bacana o avi\u00e3ozinho at\u00e9. Como as turbinas s\u00e3o na calda, ele \u00e9 bem silencioso.<\/p>\n<p>19h14 <strong>FINALMENTE<\/strong> cheguei no Dallas Fort Worth International Airport (<a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/DFW\">DFW<\/a>), um dos maiores aeroportos do mundo, operando 7 pistas simultaneamente. Logo na aproxima\u00e7\u00e3o, j\u00e1 percebi a monstruosidade daquele aeroporto. Os procedimentos da aproxima\u00e7\u00e3o s\u00e3o feitos a v\u00e1rios quil\u00f4metros do aeroporto, para que todos os avi\u00f5es possam ser sequenciados em seguran\u00e7a. Pela aerovia que v\u00ednhamos, passamos por Dallas (o aeroporto fica a 40km \u00e0 oeste de Dallas) pelo lado sul, onde deu pra ver bem a cidade, pois eu estava na janela direita. Como estava vento sul e as cinco pistas principais s\u00e3o exatamente norte-sul, entramos no procedimento de aproxima\u00e7\u00e3o pelo lado leste do aeroporto, onde deu para ver o tamanho da encrenca nas janelas da esquerda. Passamos todo o aeroporto voando para norte, onde curvamos para a esquerda para interceptar o curso da nossa pista de aterrissagem. Percebi que as aterrissagens estavam sendo sequenciadas nas pistas do lado leste do aeroporto, e as decolagens do outro lado. Para onde se olhasse, era avi\u00e3o pra todo lado, impressionante. Pousamos tranquilamente naquele avi\u00e3o min\u00fasculo em uma pista de mais de 4 km. Os freios sempre agradecem nessas situa\u00e7\u00f5es. \ud83d\ude42 Como o terminal de desembarque daquele v\u00f4o era o D, que fica do lado oeste do aeroporto, levamos pouco mais de 20 minutos (sim, quase meia hora) taxiando. Durante o t\u00e1xi, fiquei observando o movimento. A escada de avi\u00f5es na final de todas as pistas \u00e9 incr\u00edvel. Numa \u00fanica foto, seria poss\u00edvel pegar uns 12 avi\u00f5es no ar, no m\u00ednimo.<\/p>\n<p>O terminal D do DFW \u00e9 o terminal internacional, embora meu v\u00f4o fosse dom\u00e9stico. Por ser o terminal internacional, \u00e9 o mais bacana dos cinco terminais, embora todos sejam quase do mesmo tamanho. Logo que sa\u00ed do avi\u00e3o, parecia que eu estava no shopping center, n\u00e3o numa sala de embarque. \u00c9 com\u00e9rcio pra todo lado, de todo o tipo. Nesses aeroportos muito grandes, \u00e9 muito comum as pessoas ficarem horas esperando por v\u00f4os, e como o americano \u00e9 um povo consumista ao extremo, resulta nisso.<\/p>\n<p>Quando cheguei na esteira para pegar minha bagagem, ela j\u00e1 estava havia horas a\u00ed, porque ela veio no v\u00f4o que eu n\u00e3o pude embarcar. Ent\u00e3o foi super r\u00e1pido, claro. Logo, chamei a empresa Super Shuttle, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de t\u00e1xi compartilhado, em vans. Eles te entregam na porta em qualquer lugar junto com v\u00e1rios outros passageiros, e \u00e9 MUITO mais barato que t\u00e1xi, que custa uma fortuna nos EUA. A corrida at\u00e9 o hotel <a href=\"http:\/\/www.starwoodhotels.com\/westin\/property\/overview\/index.html?propertyID=472\">Westin Park Central<\/a>, onde fiquei hospedado a semana toda, custou apenas US$ 18. Um t\u00e1xi custaria talvez uns US$ 60, pela dist\u00e2ncia. Tudo em Dallas \u00e9 loooooooooonge.<\/p>\n<p>Cheguei no hotel pouco depois das 20h, morto de cansado. Como eram duas horas de diferen\u00e7a para Porto Alegre e considerando que eu fui para o aeroporto \u00e0s 18h20, eu j\u00e1 estava havia 28 horas nessa jornada. Como nem pasta de dente se pode carregar na bagagem de m\u00e3o, antes de tomar um belo banho, eu estava desesperado por escovar os dentes. No hotel foi tudo r\u00e1pido. Logo me deram a chave (na verdade um cart\u00e3o magn\u00e9tico) do quarto. E que quarto! Acho que nunca deitei num colch\u00e3o t\u00e3o confort\u00e1vel. Digno dos US$ 150 que eu paguei por dia naquele hotel. Escovei os dentes (que felicidade), tomei um booom banho e capotei na cama.<\/p>\n<p>Na ter\u00e7a-feira de manh\u00e3 come\u00e7ou a <a href=\"http:\/\/www.astricon.net\">Astricon<\/a>. Como na inscri\u00e7\u00e3o do evento estavam inclu\u00eddas todas as alimenta\u00e7\u00f5es, dispensei o caf\u00e9 da manh\u00e3 do hotel. No hall da confer\u00eancia, tomei um cop\u00e3o de caf\u00e9 Starbucks (que coisa boa!) e comi alguns salgados. Selecionei as atividades que me interessaram naquele dia e fui para os audit\u00f3rios. Como o primeiro dia n\u00e3o estava t\u00e3o proveitoso, de tarde peguei um t\u00e1xi e fui na <a href=\"http:\/\/www.frys.com\">Fry&#8217;s Electronics<\/a>, que \u00e9 uma super mega store de eletr\u00f4nica. Estive na Fry&#8217;s tamb\u00e9m em Fremont, California, em 2003. Fiquei v\u00e1rias horas l\u00e1 vendo o que havia de interessante, mas comprei apenas alguns equipamentos de seguran\u00e7a para a Propus.<\/p>\n<p>Voltei para o hotel, tomei um banho e subi na cobertura onde estava acontecendo a &#8220;festa&#8221; de abertura do evento, em um bar do hotel. N\u00e3o pretendia ficar muito tempo, porque eu n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m, a\u00ed certamente iria me aborrecer rapidamente. No elevador, dois gringos ficaram surpresos de saber que eu tinha vindo de t\u00e3o longe para o evento e ficamos conversando por v\u00e1rias horas sobre o mercado de telefonia no mundo todo. Foi um dos momentos mais proveitosos pra mim do evento, pois aprendi muita coisa sobre como funcionam as coisas nos outros pa\u00edses. Naturalmente eles ficaram impressionados com a estupidez que pagamos de telefonia no Brasil. Al\u00ed eles entenderam por que as grandes telecons se matavam a pau pra comprar companhias no Brasil na \u00e9poca da privatiza\u00e7\u00e3o. Nada poderia ser t\u00e3o lucrativo.<\/p>\n<p>Depois de algum tempo, j\u00e1 havia umas 10 pessoas na sala onde est\u00e1vamos conversando, e todos entraram no papo. Todos estavam bem interessados no que eu tinha a falar, primeiro porque eu era o \u00fanico de fora na roda, depois porque eles ficaram surpresos de saber o qu\u00e3o bom neg\u00f3cio \u00e9 VoIP no Brasil e em outros pa\u00edses emergentes. Nos EUA VoIP \u00e9 um bom neg\u00f3cio, claro, mas como a telefonia tradicional \u00e9 relativamente barata (comparando com a nossa), o retorno de investimento de projetos de VoIP \u00e9 bem mais longo, o que dificulta a vida desse setor. Aqui no Brasil \u00e9 relativamente f\u00e1cil de se fazer um grande projeto com um ROI na casa de menos de meio ano. Isso para os americanos \u00e9 quase inacredit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os outros dias na Astricon n\u00e3o houve nada de espetacular. Eu esperava bem mais da quarta-feira, que foi o dia dos tutoriais. Tutoriais, como o termo sugere, significa que o palestrante vai mostrar <strong>como<\/strong> fazer alguma coisa, e n\u00e3o mostrar que tal coisa \u00e9 poss\u00edvel de ser feita. \u00c9 bem t\u00edpico de americanos de esconder o jogo de como fazer as coisas, e os tutoriais seguiram nessa linha. Naturalmente, todo mundo reclamou disso. Mas, algo sempre se aprende.<\/p>\n<p>Na quinta-feira \u00e0 noite, voltei ao aeroporto DFW para buscar meu amigo James McQuillan, que se deslocou de Detroit a Dallas para me visitar e comer um bom churrasco brasileiro. Dois meses antes, passei uma semana bem bacana na casa dele, um convite que eu j\u00e1 estava devendo havia alguns anos. Sa\u00edmos do aeroporto direto para a churrascaria <a href=\"http:\/\/www.boinabraza.com\/\">Boi na Braza<\/a>, que fica muito perto do aeroporto, na cidadezinha de Grapevine. Vi bastante brasileiros por a\u00ed e at\u00e9 escutei um &#8220;parab\u00e9ns pra voc\u00ea&#8221; em portugu\u00eas, de uma turma de brasileiros que estava em outra mesa comemorando o anivers\u00e1rio de algu\u00e9m. \u00c9 indescrit\u00edvel a felicidade do James em uma churrascaria. Como ele mesmo diz, \u00e9 imposs\u00edvel contar para os amigos a experi\u00eancia. \ud83d\ude42<\/p>\n<p>Voltamos para o aeroporto para buscar o carro que ele havia reservado. N\u00e3o pegamos antes porque a churrascaria fechava \u00e0s 22h, ent\u00e3o n\u00e3o daria tempo. Como j\u00e1 tinha visto em San Francisco, alugar carro nos EUA \u00e9 muito pr\u00e1tico. Como ele tinha reserva, chegamos na MEGA garagem reservada para esse fim, onde o nome dele estava no painel indicando a vaga na garagem onde estaria o carro. Pegamos o carro e na sa\u00edda do estacionamento que os funcion\u00e1rios verificam os pap\u00e9is. Tudo muito r\u00e1pido. O nosso carro foi um Cadillac banheir\u00e3o fant\u00e1stico, motorz\u00e3o V8, puta luxo por dentro. Fiquei encantado com a parafernalha eletr\u00f4nica do carro, mesmo sendo um famoso &#8220;carro de velho&#8221;.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, assistimos a palestra do Mark Spencer, criador do <a href=\"http:\/\/www.asterisk.org\">Asterisk<\/a>. Esper\u00e1vamos mais da palestra. E imagino que todo mundo esperava tamb\u00e9m, pois a sala estava lotada para v\u00ea-lo. O cara \u00e9 bem guriz\u00e3o, excelente programador sem d\u00favida, mas n\u00e3o tem tato para falar em p\u00fablico, ent\u00e3o decepcionou muita gente.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, fomos jantar na nossa churrascaria preferida, a <a href=\"http:\/\/www.fogodechao.com\/\">Fogo de Ch\u00e3o<\/a>, que fica na cidadezinha de Addison, colada a Dallas. Em agosto estive na Fogo de Ch\u00e3o de Chicago, com toda a fam\u00edlia de James. Em abril, quando ele estava em Porto Alegre, fomos na Fogo de Ch\u00e3o pioneira, onde a marca come\u00e7ou. Tivemos uma grande janta com um excelente atendimento padr\u00e3o brasileiro. Dava para ver na cara de todo mundo no restaurante a felicidade de comer tanta comida boa e sem limite. N\u00e3o \u00e9 nada comum nos EUA rod\u00edzio ou buffet livre. Al\u00e9m daquela comida toda, tomamos uma boa caipirinha que s\u00f3 n\u00f3s brasileiros sabemos fazer.<\/p>\n<p>Nos EUA normalmente se come muita porcaria, porque comida boa \u00e9 muito cara. Mas felizmente desta vez comi muito bem. O almo\u00e7o do evento foi sempre no Hotel Sheraton, muito bem servido e com um bom cuidado nutricional. Sempre serviram uma excelente salada antes, seguido de um prato bom normalmente acompanhado de <em>filet mignon<\/em> e ent\u00e3o sobremesa. Nada de porcaria, ou <em>junk food<\/em>, como eles mesmo falam.<\/p>\n<p>O evento acabou na sexta-feira, ent\u00e3o t\u00ednhamos todo o s\u00e1bado livre. Como em Dallas n\u00e3o h\u00e1 NADA o que fazer, t\u00ednhamos realmente bastante tempo livre. Dormimos bastante e descemos pouco antes do meio-dia para fazer check out no hotel. Fomos na CompUSA, onde eu tinha que comprar algumas coisinhas pra trazer. N\u00e3o me interessei por nada demais. Comprei apenas um fone bluetooth (sem fio) para o celular, que \u00e9 bem interessante, principalmente para usar no carro.<\/p>\n<p>A \u00fanica coisa interessante para fazer em Dallas seria visitar o <a href=\"http:\/\/www.jfk.org\/\">6th Floor Museum<\/a>, que foi onde o presidente <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jfk\">John Fitzgerald Kennedy<\/a> foi assassinado em 22 de novembro 1963. Kennedy foi assassinado quando estava andando em carro aberto no centro da cidade. O tiro partiu do sexto andar do <a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Texas_School_Book_Depository\">Texas School Book Depository<\/a>, que mais tarde virou o &#8220;museu sexto andar&#8221;. Todo o sexto andar foi reservado para o museu, que \u00e9 bem interessante e conta a hist\u00f3ria toda. Na verdade, existem muitas d\u00favidas no mundo todo sobre essa hist\u00f3ria.  Existem v\u00e1rias conspira\u00e7\u00f5es sobre o assassinato dele, embora o fato mais acreditado \u00e9 o que \u00e9 contado no museu e que o mundo todo conhece. A visita vale a pena, principalmente porque mostra a s\u00e9rie de turbul\u00eancias que podem acontecer no mundo no evento da morte do presidente dos Estados Unidos, seja ele quem for. Sem d\u00favida, esse \u00e9 o cargo mais importante do mundo hoje em dia.<\/p>\n<p>A caminho do aeroporto, comemos uma pizza, pois n\u00e3o t\u00ednhamos almo\u00e7ado. Chegamos no aeroporto 16h30 e entregamos o carro. O meu v\u00f4o para S\u00e3o Paulo partiria do terminal D \u00e0s 19h45 (v\u00f4o direto). O James foi para o terminal E, onde embarcaria em seguida para Detroit. Me despedi dele e pegamos cada um seu respectivo \u00f4nibus que transporta as pessoas da \u00e1rea de aluguel de carros at\u00e9 os terminais, que \u00e9 bem longinho at\u00e9. Como faltavam v\u00e1ria horas para o meu embarque, n\u00e3o havia quase ningu\u00e9m na fila do check in. Rapidamente eu j\u00e1 tinha o meu cart\u00e3o de embarque e o v\u00f4o estava confirmado e no hor\u00e1rio certo. Passei pelo check point de seguran\u00e7a e fui para a \u00e1rea de embarque, que conforme comentei antes, parece um baita shopping center.<\/p>\n<p>Tomei um frapuccino (caf\u00e9 gelado, tipo milk shake) no Starbucks e comprei umas revistas de carros para o meu pai. Me sentei pr\u00f3ximo ao meu port\u00e3o de embarque e fiquei na Internet at\u00e9 a hora do embarque. 19h05 chamaram para o embarque, onde vi que o v\u00f4o estava quase lotado. 19h45 em ponto deixamos o port\u00e3o e logo em seguida j\u00e1 decolamos. O v\u00f4o foi bem tranquilo, embora num Boeing 767 antigo que nem tinha monitor em cada acento, o que para mim \u00e9 chato, porque n\u00e3o consigo dormir muito. Ent\u00e3o passei parte do v\u00f4o escrevendo este relato e conversando com uma senhora mineira que estava voltando da China com a fam\u00edlia, numa viagem a passeio. 8h05 tocamos a pista do aeroporto em S\u00e3o Paulo, depois de 10h20min de v\u00f4o. Eu j\u00e1 estava todo torto.<\/p>\n<p>Meu v\u00f4o para Porto Alegre seria s\u00f3 \u00e0s 14h30, e para piorar, o v\u00f4o partiria do aeroporto de Congonhas, ent\u00e3o eu teria que trocar de aeroporto ainda. Nesse meio tempo, ainda teria que justificar o meu voto, pois n\u00e3o chegaria a tempo de votar em Porto Alegre. Felizmente, \u00e9 poss\u00edvel justificar voto em todos os grandes aeroportos do Brasil, o que facilitou muito a vida dos viajantes.<\/p>\n<p>Mais uma vez, chegou o momento maior de apreens\u00e3o: <strong>Receita Federal<\/strong>. Novamente eu vinha trazendo mais de os US$ 500 permitidos para n\u00e3o pagar imposto de importa\u00e7\u00e3o. Como eu n\u00e3o estava nem um pouco afim de dar dinheiro de presente pra este governo de merda, que s\u00f3 nos suga, fui pra loteria (fila nada a declarar). Como foi em agosto, um cara recolhendo os pap\u00e9is e liberando todo mundo. Que al\u00edvio! Mas n\u00e3o pensem que \u00e9 sempre assim. Em duas ocasi\u00f5es quando entrei no Brasil, passei por pente fino. A coisa realmente \u00e9 loteria. Se te pegarem, 100% de multa sobre tudo o que exceder US$ 500. A porrada \u00e9 forte.<\/p>\n<p>A primeira coisa que fiz antes de mudar de aeroporto foi tentar pegar um v\u00f4o pra Porto Alegre partindo daquele aeroporto. Quando olhei para o painel, vi que o v\u00f4o das 7h50 estava atrasado e previsto para \u00e0s 10h40, ent\u00e3o havia a possibilidade de haver vaga nesse v\u00f4o. Fui r\u00e1pido na loja da Tam, onde felizmente eu consegui vaga, e nem precisei pagar nada. 11h decolamos para Porto Alegre, num v\u00f4o que estava a mais de tr\u00eas horas atrasado, com todo mundo indignado. O azar de uns as vezes \u00e9 a felicidade de outros. \ud83d\ude42<\/p>\n<p>12h25 avistei o centro de Porto Alegre do alto e novamente senti aquela felicidade de estar de volta em casa. Minha felicidade acabou logo no momento do desembarque. Minha mala desapareceu. Com toda aquela confus\u00e3o de atraso em todos os v\u00f4os no pa\u00eds (eu cheguei bem nos dias da grande confus\u00e3o), minha mala acabou ficando no aeroporto. Preenchi um formul\u00e1rio da Tam e me prometeram que em duas horas minha mala seria entregue na minha casa. Fui para casa meio desacreditado, mas n\u00e3o havia muito o que fazer.<\/p>\n<p>Cheguei em casa e em seguida fui votar. De meia em meia hora eu ligava para o aeroporto para saber da minha mala que nunca chegava. Ningu\u00e9m me atendia, s\u00f3 um maldito sinal de fax. Consegui mais tarde falar com uma atendente da Tam, super grossa, que me disse que n\u00e3o era s\u00f3 eu que estava passando por isso. Eles tinham perdido mais 40 malas. A\u00ed fiquei de cara e fui direto pro aeroporto. No meio de um monte de malas, felizmente achei a minha, que estava intacta. Minha maior preocupa\u00e7\u00e3o era com os eletr\u00f4nicos que eu estava trazendo.<\/p>\n<p>E assim terminou mais uma viagem, bem conturbada, diga-se de passagem. Nossa avia\u00e7\u00e3o no Brasil est\u00e1 precisando de uma bela reformulada. Quatro dias depois de chegar em Porto Alegre, j\u00e1 viajei de novo pra S\u00e3o Paulo, de onde estou escrevendo agora. Novamente, muita confus\u00e3o com os atrasos e muita indigna\u00e7\u00e3o nos aeroportos do pa\u00eds. Infelizmente, tudo no Brasil precisa chegar em estado de calamidade para que os pol\u00edticos vagabundos mexam suas bundas da cadeira.<\/p>\n<p>Chegando aqui em S\u00e3o Paulo, j\u00e1 fiquei sabendo que descobriram um &#8220;belo&#8221; esc\u00e2ndalo de corrup\u00e7\u00e3o nas obras do aeroporto de Congonhas, o que al\u00e9m de sugar nosso dinheiro, atrasa mais e mais a moderniza\u00e7\u00e3o da infra-estrutura do pa\u00eds. Ningu\u00e9m merece!<\/p>\n<p>Por favor, pol\u00edticos corruptos vagabundos, invistam bastante em educa\u00e7\u00e3o, para que a nova gera\u00e7\u00e3o seja bem diferente de voc\u00eas e fa\u00e7a algo de \u00fatil. Espero ainda estar vivo para ver dias melhores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como esta foi uma viagem r\u00e1pida, vai dar para descrever tudo em apenas um relato. Ent\u00e3o, para quem vem acompanhando meu blog, n\u00e3o vai ser um trabalho t\u00e3o massivo de leitura como foi a \u00faltima viagem, onde eu me superei escrevendo. \ud83d\ude42 Desta vez, minha viagem come\u00e7ou com uma s\u00e9rie de contra-tempos, que come\u00e7ou j\u00e1 &hellip; <\/p>\n<p class=\"link-more\"><a href=\"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/2006\/11\/09\/viagem-para-dallas-texas-estados-unidos\/\" class=\"more-link\">Continue reading<span class=\"screen-reader-text\"> &#8220;Viagem para Dallas, Texas, Estados Unidos&#8221;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-16","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-viagens","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mfdutra.com\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}